TCC2025

AS FALHAS ESTRUTURAIS DO SISTEMA PENAL BRASILEIRO: ENTRE A PRISÃO PROVISÓRIA PROLONGADA E O ERRO JUDICIÁRIO

Dados do documento

Autor(es)
Sthefany Coelho da Silva; Rita de Cássia Matos Gaioso Marinho
Orientador(es)
Francisco de Sousa Vieira Filho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
22 de setembro de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Prisão provisória. Erro judiciário. Devido processo legal. Morosidade judicial. Estado de Coisas Inconstitucional.

Resumo

A presente pesquisa analisa as falhas estruturais do sistema penal brasileiro que favorecem a perpetuação da prisão provisória prolongada e aumentam o risco de erro judiciário, à luz do devido processo legal e das garantias constitucionais da pessoa acusada. Parte-se do problema central: de que forma fatores institucionais, como a morosidade judicial, deficiência na defesa técnica e ausência de mecanismos de controle processual efetivo, contribuem para a manutenção indevida da custódia provisória e para erros judiciais? A hipótese adotada é que a manutenção prolongada da prisão provisória decorre, em grande medida, de falhas estruturais (morosidade, desigualdade de acesso à defesa e inércia institucional), o que configura violação ao princípio da presunção de inocência e à razoável duração do processo. Metodologicamente, trata-se de pesquisa de natureza descritiva e analítica, com abordagem qualitativa, baseada em análise documental e jurisprudencial (estudo de casos paradigmáticos, incluindo Habeas Corpus selecionados e o caso “Crime da 113 Sul”), empregando o método dedutivo para articular fundamentos teóricos e evidências empíricas. Os objetivos incluem: (i) examinar os fundamentos constitucionais e processuais da prisão provisória; (ii) identificar e analisar as causas estruturais do prolongamento indevido das prisões cautelares; (iii) discutir a configuração do quadro como possível Estado de Coisas Inconstitucional; e (iv) avaliar os impactos sociais e apresentar propostas de aprimoramento institucional. Como conclusão parcial/resultados (síntese): a pesquisa evidencia que a criminalização tardia se consolida pela combinação de demora processual, fragilidade da defesa e práticas judiciais tolerantes, exigindo medidas de revisão periódica efetiva, fortalecimento da defesa técnica e adoção de alternativas penais para resgatar a função cautelar da prisão preventiva.