TCC2023

ASPECTOS CLÍNICOS DO CARCINOMA EPIDERMÓIDE ORAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Lucas Farias Sousa; Victor Brito Silva
Orientador(es)
Isnaya Almeida Brandão Lima
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
14 de abril de 2025
Nome do curso
Odontologia
Nome da Unidade
Afya Palmas
Palavras-chave
Câncer Bucal. Carcinoma Epidermóide. Aspectos Clínicos. Tratamento. Epidemiologia. Brasil.

Resumo

O câncer de boca, tumor maligno que pode se formar em diversas estruturas dentro da cavidade oral, é relativamente comum e pode apresentar uma variedade de perfis histológicos e fatores de risco. O carcinoma epidermóide é o tipo mais comum de câncer de boca e está associado a fatores extrínsecos, como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e infecção por sífilis, e fatores intrínsecos, como desnutrição geral ou anemia por deficiência de ferro. Os principais sinais e sintomas incluem lesões que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas ou placas na língua, gengivas, palato e mucosa jugal, nódulos no pescoço e rouquidão persistentes. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento eficaz, que geralmente envolve cirurgia oncológica e/ou radioterapia. O objetivo desta revisão integrativa foi fornecer informações sobre este tipo de lesão, incluindo sua definição, epidemiologia, fatores de risco, características clínicas, sintomas e tratamentos disponíveis. Para tal, foi realizada uma busca de artigos publicados entre os anos de 2013 e 2023 nas bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde – BVS, SCIELO e Lilacs. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados e incluídos na pesquisa, 15artigos que respondiam à pergunta de pesquisa. A análise detalhada destes trabalhos revelou quede 2013 a 2018 houve uma mudança na região mais acometida pelo câncer bucal, passando da cavidade oral para a região de orofaringe. O carcinorma epidermóide apresenta superfície rugosa, cor vermelha e crescimento exofítico, sendo mais prevalente entre homens fumantes e etilistas e acima de 65 anos. É consenso na literatura atual que a melhor forma de prevenção é atuar sobre os fatores de risco e através do diagnóstico precoce. Desta forma, é possível inferir a necessidade de políticas públicas que invistam na educação em saúde para a população e na educação para a saúde dos profissionais que prestam atenção à saúde dos usuários, e assim, garantir a melhoria dos indicadores relacionados ao câncer de boca.