TCC2026

ASPECTOS CLÍNICOS E PSICOSSOCIAIS DA FERTILIZAÇÃO IN VITRO NO MANEJO DA INFERTILIDADE FEMININA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Juliana de Sousa Almendra; Karla Kailany da Silva Melo
Orientador(es)
Kayo Henrique Jardel Feitosa Sousa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Infertilidade feminina. Fertilização in vitro. Reprodução assistida. Aspectos psicossociais. Saúde reprodutiva.

Resumo

A infertilidade feminina é uma condição multifatorial que afeta milhões de mulheres em todo o mundo e representa um importante problema de saúde pública. Nesse contexto, a fertilização in vitro (FIV) consolidou-se como uma das principais técnicas de reprodução assistida utilizadas no manejo da infertilidade, oferecendo novas possibilidades para a concretização da parentalidade. Entretanto, para além dos avanços clínicos e tecnológicos, a FIV envolve importantes implicações emocionais, sociais, éticas e financeiras que impactam diretamente a qualidade de vida e a saúde mental das mulheres. Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências científicas disponíveis acerca dos aspectos clínicos e psicossociais da FIV no manejo da infertilidade feminina. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as etapas metodológicas propostas por Souza, Silva e Carvalho (2010). A questão norteadora foi estruturada a partir da estratégia PICo: “Como os aspectos clínicos e psicossociais influenciam a vivência da infertilidade e o processo de fertilização in vitro?”. As buscas foram realizadas nas bases de dados SciELO, PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e LILACS, utilizando descritores controlados relacionados à infertilidade feminina, reprodução assistida, fertilização in vitro e aspectos psicossociais. Oito estudos atenderam aos critérios de elegibilidade e compuseram a amostra final. Os achados demonstraram que as taxas de sucesso da FIV estão diretamente relacionadas aos avanços nos protocolos de estimulação ovariana, técnicas laboratoriais e medidas de biossegurança. Contudo, mulheres submetidas ao tratamento frequentemente apresentam ansiedade, sofrimento emocional, medo do fracasso terapêutico e sobrecarga psicossocial intensificada pelas expectativas socioculturais relacionadas à maternidade. Além disso, desigualdades socioeconômicas e limitações no acesso às tecnologias reprodutivas foram identificadas como importantes barreiras para a equidade no cuidado reprodutivo. Conclui-se que a experiência da infertilidade e o tratamento por FIV são fortemente influenciados por fatores clínicos e psicossociais, reforçando a necessidade de uma assistência multiprofissional, humanizada e centrada na paciente, voltada não apenas ao sucesso reprodutivo, mas também à preservação do bem-estar emocional da mulher ao longo de todo o processo terapêutico.