TCC2025

ASSIMETRIAS CRANIANAS POSTURAIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Aluanne Brasileiro Rocha; Izadora Maria Araújo Campelo; Vitória Pereira da Costa Silva
Orientador(es)
José Lopes Pereira Júnior
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
18 de janeiro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Plagiocefalia. Deformidades Cranianas. Lactente. Órtese Craniana. Desenvolvimento Infantil.

Resumo

INTRODUÇÃO: Assimetria Craniana é caracterizada por qualquer deformidade no formato

do crânio do bebê. Quando são posturais, têm como principais causas a longa duração de apoio

em uma mesma posição quando a criança está deitada, ou de maneira intrauterina quando a

cabeça do bebê se apoia com intensidade na parede do útero. Essa anormalidade se dá porque

nos primeiros meses de vida as suturas cranianas não se fundiram por completo e podem ser

classificadas como: plagiocefalia, braquicefalia e escafocefalia. As assimetrias cranianas

posturais (ACPs) em lactentes têm se tornado uma condição cada vez mais observada na prática

clínica pediátrica, especialmente em decorrência de fatores posicionais e ambientais nos

primeiros meses de vida.  OBJETIVO: Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre as

ACPs, abordando suas causas, classificações, impactos no desenvolvimento infantil e

estratégias terapêuticas, com ênfase na eficácia do uso de órteses cranianas.

METODOLOGIA: A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus

e Web of Science, considerando publicações dos últimos 10 anos, entre 2016 e 2025, nos

idiomas português e inglês. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Posição supina prolongada, a

prematuridade, o torcicolo muscular congênito e a restrição de movimento cervical são os

principais preditores de ACPs. As repercussões das deformidades vão além do aspecto estético,

podendo comprometer o desenvolvimento neuromotor, visual e mandibular. As estratégias

terapêuticas incluem orientações posturais, fisioterapia e, em casos indicados, o uso de órteses

cranianas, que se mostraram eficazes principalmente quando iniciadas precocemente.

CONCLUSÃO:  Os estudos selecionados demonstraram que a plagiocefalia posicional é a

forma mais prevalente de ACPs, sendo frequentemente associada à posição supina mantida por

longos períodos. Em relação ao tratamento, as intervenções conservadoras como a fisioterapia

e o reposicionamento postural devem ser priorizadas como primeira linha de abordagem e o

uso de órteses cranianas se mostra eficiente principalmente nos casos moderados a graves. A

atuação multidisciplinar associada a protocolos baseados em evidências, identificação precoce

e à educação das famílias, é fundamental para o manejo adequado das ACPs e minimização dos

seus impactos, favorecendo o desenvolvimento saudável do lactente.