ASSIMETRIAS CRANIANAS POSTURAIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
Dados do documento
Resumo
INTRODUÇÃO: Assimetria Craniana é caracterizada por qualquer deformidade no formato
do crânio do bebê. Quando são posturais, têm como principais causas a longa duração de apoio
em uma mesma posição quando a criança está deitada, ou de maneira intrauterina quando a
cabeça do bebê se apoia com intensidade na parede do útero. Essa anormalidade se dá porque
nos primeiros meses de vida as suturas cranianas não se fundiram por completo e podem ser
classificadas como: plagiocefalia, braquicefalia e escafocefalia. As assimetrias cranianas
posturais (ACPs) em lactentes têm se tornado uma condição cada vez mais observada na prática
clínica pediátrica, especialmente em decorrência de fatores posicionais e ambientais nos
primeiros meses de vida. OBJETIVO: Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre as
ACPs, abordando suas causas, classificações, impactos no desenvolvimento infantil e
estratégias terapêuticas, com ênfase na eficácia do uso de órteses cranianas.
METODOLOGIA: A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus
e Web of Science, considerando publicações dos últimos 10 anos, entre 2016 e 2025, nos
idiomas português e inglês. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Posição supina prolongada, a
prematuridade, o torcicolo muscular congênito e a restrição de movimento cervical são os
principais preditores de ACPs. As repercussões das deformidades vão além do aspecto estético,
podendo comprometer o desenvolvimento neuromotor, visual e mandibular. As estratégias
terapêuticas incluem orientações posturais, fisioterapia e, em casos indicados, o uso de órteses
cranianas, que se mostraram eficazes principalmente quando iniciadas precocemente.
CONCLUSÃO: Os estudos selecionados demonstraram que a plagiocefalia posicional é a
forma mais prevalente de ACPs, sendo frequentemente associada à posição supina mantida por
longos períodos. Em relação ao tratamento, as intervenções conservadoras como a fisioterapia
e o reposicionamento postural devem ser priorizadas como primeira linha de abordagem e o
uso de órteses cranianas se mostra eficiente principalmente nos casos moderados a graves. A
atuação multidisciplinar associada a protocolos baseados em evidências, identificação precoce
e à educação das famílias, é fundamental para o manejo adequado das ACPs e minimização dos
seus impactos, favorecendo o desenvolvimento saudável do lactente.