ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM REPRODUÇÃO
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Resumo
Introdução: Ao longo dos anos o conceito de “família tradicional” passou por longas e diversas modificações e evoluções, logo fazendo com que a assistência em saúde seja cada vez mais ampla e direcionada, onde vemos então a criação da reprodução humana (RH) em nosso meio, fazendo com que a amplitude de assistência antes direcionada a casais heteros inférteis possa chegar aos casais homossexuais e outros para que sejam contemplados. Objetivo: Identificar os desafios do Enfermeiro na assistência a reprodução assistida em casais homossexuais masculinos. Métodos: Utilizou-se como metodologia uma revisão integrativa, realizada a partir de estudos publicados na base de dados da BVS, que permitiu a formulação de novos conhecimentos baseados nos resultados encontrados. Discussão: A reprodução humana assistida (RHA) se divide em diversos conjuntos de intervenções biotecnológicas que vem sendo amplamente utilizado em países desenvolvidos. Inicialmente, a RHA foi desenvolvida para promover a gravidez nos casos de dificuldade reprodutiva diagnosticada como infertilidade. Portanto, nos dias atuais, entende-se que as demandas de reprodução vão muito além, por meio de pessoas celibatárias, casais soro discordantes para o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), em relações homoafetivas, ou na maternidade tardia. Fazendo com que abranja e seja diversa para todos os tipos de pessoas. Não limitando o papel da enfermagem na RHA/FIV, à assistência direta ao paciente sob comandos médicos, estabelecendo uma maior autonomia em sua atuação, colocando em prática seus conhecimentos técnico-científicos além de se responsabilizar e garantir um atendimento de qualidade ao casal. Resultados: O desenvolvimento do presente estudo auxiliou na apreensão de oito artigos científicos, selecionados pelos critérios de inclusão previamente estabelecidos. A partir da análise percebe-se o ano de publicação; um artigo em 2009, seguido de dois em 2015, um em 2017, um em 2018 e três em 2019. Conclusão: Destacamos, no entanto que trabalhar em RHA implica em escolhas mediadas pelos afetos, isto é, para atender bem é preciso ser acolhedor, comprometido, envolvido e, acima de tudo, gostar de atuar na área e ser capaz de lidar com as diferenças, pois mesmo conseguindo ser o melhor, ainda lhe faltara fazer o melhor, sempre buscando informações para que haja reformulações e reconstruções de conhecimentos, conceitos e meios de acolhimento para atender de forma humanizada e consciente casais homoafetivos masculinos que buscam concretizar uma família através das técnicas de RHA, em especifico a Fertilização in Vitro que em relação aos casais homoafetivos masculinos é a opção viável de procedimento.