TCC2024

ASSOCIAÇÃO ENTRE ESTRESSE E SINTOMAS DE REFLUXO GASTROESOFÁGICO EM ACADÊMICOS DE MEDICINA

Dados do documento

Autor(es)
Ana Júlia Gomes Duarte; Giovanna Sean Gregório Pereira Almeida; Miguel Alves Ribeiro Júnior
Orientador(es)
Cláudia Maria Sousa de Carvalho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
28 de novembro de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Estresse. Doença do refluxo gastroesofágico. Sintomas.

Resumo

O estresse é considerado um dos conceitos mais estudados e mencionados em psicologia, já que está presente no cotidiano como um fator de risco à saúde, tanto psicológica como física. O objetivo deste estudo foi analisar a influência do estresse no surgimento dos sintomas da DRGE e no impacto na qualidade de vida em graduandos de medicina. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva com abordagem qualitativa, desenvolvida no Centro Universitário Uninovafapi em Teresina, PI. Foram entrevistados 219 alunos, os quais foramconvidados a responderem um questionário composto por perguntas acerca do perfil sociodemográfico, uma escala de percepção de estresse e um questionário sobre a sintomatologia da doença do refluxo gastroesofágico. Todos os entrevistados assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). As variáveis categóricas foram apresentadas em forma de frequência (porcentagem). A idade média foi de 24,34 anos, sendo a maioria do sexo feminino (68,94%). Quanto ao estado civil, 83,10% são solteiros. A maior parte dos alunos se autodeclarou como branco(a) com 58,90%. Em relação ao uso de álcool, 65,29% relataram o consumo de álcool. A maioria relatou praticar atividade física, com 70,31%. Sobre o uso de cigarros, 52,05% são tabagistas. Em se tratando dos sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) associada aos sintomas de estresse dos participantes de estudo, tem-se que os sintomas gastrointestinais estão muito associados com questões psicossociais ou psiquiátricas e a eventos estressantes, bem como estresse crônico são fatores que influenciam nesses sintomas e provocam a procura por atendimento médico. Conclui-se, portanto, que o perfil epidemiológico dos participantes deste estudo é de predominância do sexo feminino, com estado civil solteiro e de etnia branca. Além disso, a maioria é tabagista e etilista, mas o sedentarismo não é predominante. Sendo assim, tem-se um fator protetivo aos sintomas da DRGE que é a prática regular de atividades físicas, mas também há presença de dois fatores de risco muito importantes: o álcool e o tabaco. Esses interferem significativamente na evolução da doença, bem como na melhora dos quadros clínicos.