TCC2020

ASSOCIAÇÃO ENTRE MICROBIOTA INTESTINAL E DOENÇAS AUTOIMUNES

Dados do documento

Autor(es)
Maíra Fonseca Reis
Orientador(es)
Suelen Martins Perobeli
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2020
Data de publicação
19 de julho de 2024
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Esclerose múltipla. Microbiota intestinal. Doença autoimune. SNC.

Resumo

INTRODUÇÃO: Foi observada a influência da microbiota intestinal na Esclerose Múltipla (EM) por meio da polarização de células T do sistema imune em células Th1/Th17, gerando resposta fortemente pró-inflamatória. Acredita-se que o mecanismo envolve o reconhecimento de antígenos relacionados às bactérias presentes no intestino de camundongos e humanos. Esses antígenos demonstram ação de mimetismo molecular com a Sequência da Glicoproteína de Oligodendrócito(MOG).|OBJETIVO: Avaliar estudos por meio de revisão narrativa que correlacionam a EM com a microbiota intestinal e aqueles que observaram a possibilidade de utilizar a microbiota intestinal como adjuvante ao tratamento da EM.| METODOLOGIA: Foram analisados 9 artigos sendo 7 ensaios clínicos randomizados com camundongos e 2 revisões sistemáticas por metanálise que foram selecionados por meio dos nossos critérios de inclusão e exclusão dos estudos encontrados nas bases de dados PubMed, Registro Central de Ensaios Controlados da Cochrane (CENTRAL), Scopus e Web of Science.| RESULTADOS: Nossa análise demonstrou que repostas pró-inflamatórias influenciadas pela microbiota se correlacionam com as formas de apresentação da Encefalomielite Autoimune Experimental (EAE) em camundongos e EM em humanos. A resposta com Th17 foi associada à ruptura da barreira hematoencefálica, propiciando o início da doença ao mesmo tempo em que reduziu a resposta anti-inflamatória com diminuição de interleucina-10. Além disso, encontramos que a Bacteroides fragilis foi um potente fator protetor para a EAE em camundongos gerando um ambiente anti-inflamatório com estudos concordantes.| CONCLUSÃO: Por meio dos estudos analisados podemos inferir que ainda há muito a ser estudado, mas o potencial terapêutico com ênfase na microbiota intestinal e sua regulação por meio de antibióticos/probióticos/prébióticos, transplantes fecais ou dieta se torna inegável e deve ser lapidado com mais estudos dado a complexidade da interação da microbiota com o sistema imunológico e deste com o Sistema Nervoso Central (SNC).