TCC2017

ASSOCIAÇÃO ENTRE SEDENTARISMO E SINTOMAS DE DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Maria Virgínia Borges Cavalcante
Orientador(es)
Kayo Henrique Jardel Feitosa Sousa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2017
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Comportamento sedentário. Ansiedade. Estudantes. Saúde mental.

Resumo

O comportamento sedentário constitui um relevante problema de saúde pública, caracterizado pela predominância de atividades com baixo gasto energético realizadas na posição sentada ou reclinada, e tem sido crescentemente associado ao comprometimento da saúde mental em populações jovens. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da associação entre o sedentarismo e os sintomas de depressão e ansiedade em estudantes universitários. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, de natureza descritiva, exploratória e com abordagem qualitativa, realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE e LILACS, utilizando os descritores "Sedentary Behavior", "Anxiety", "Depression" e "Students", combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos estudos transversais disponíveis na íntegra, de acesso livre, publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 18 estudos compuseram a amostra final, provenientes de oito países, com amostras variando de 198 a 8.059 participantes. Os resultados evidenciaram associação positiva e consistente entre maiores níveis de sedentarismo e maior prevalência de sintomas depressivos e ansiosos, com identificação de relação dose-resposta e efeito protetor da substituição do tempo sedentário por atividade física. Fatores como má qualidade do sono, uso elevado de telas e contexto pós-pandemia emergiram como variáveis mediadoras relevantes. Concluiu-se que o comportamento sedentário configura fator de risco independente para o adoecimento mental em universitários, demandando estratégias institucionais multiprofissionais voltadas à promoção do movimento e redução do tempo sedentário.