ASSOCIAÇÃO ENTRE SEDENTARISMO E SINTOMAS DE DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
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Resumo
O comportamento sedentário constitui um relevante problema de saúde pública, caracterizado pela predominância de atividades com baixo gasto energético realizadas na posição sentada ou reclinada, e tem sido crescentemente associado ao comprometimento da saúde mental em populações jovens. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da associação entre o sedentarismo e os sintomas de depressão e ansiedade em estudantes universitários. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, de natureza descritiva, exploratória e com abordagem qualitativa, realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE e LILACS, utilizando os descritores "Sedentary Behavior", "Anxiety", "Depression" e "Students", combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos estudos transversais disponíveis na íntegra, de acesso livre, publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 18 estudos compuseram a amostra final, provenientes de oito países, com amostras variando de 198 a 8.059 participantes. Os resultados evidenciaram associação positiva e consistente entre maiores níveis de sedentarismo e maior prevalência de sintomas depressivos e ansiosos, com identificação de relação dose-resposta e efeito protetor da substituição do tempo sedentário por atividade física. Fatores como má qualidade do sono, uso elevado de telas e contexto pós-pandemia emergiram como variáveis mediadoras relevantes. Concluiu-se que o comportamento sedentário configura fator de risco independente para o adoecimento mental em universitários, demandando estratégias institucionais multiprofissionais voltadas à promoção do movimento e redução do tempo sedentário.