ATIVIDADE URICOLÍTICA DE BACTÉRIAS PROBIÓTICAS: UMA NOVA ABORDAGEM PARA O TRATAMENTO DA GOTA
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Resumo
O ácido úrico (AU) é o produto final do catabolismo das purinas em humanos, resultante tanto de fontes exógenas, como alimentos ricos em purinas, quanto de fontes endógenas, como a degradação de ácidos nucleicos e ATP. Sua formação é catalisada pela enzima xantina oxidase, e a excreção ocorre majoritariamente pelos rins e, em menor proporção, pelo intestino, onde bactérias da microbiota intestinal podem degradar o AU por meio do processo de uricólise. Em humanos, a ausência funcional da enzima urato oxidase (uricase) impede a conversão do AU em alantoína, contribuindo para o acúmulo desse metabólito e, consequentemente, para o desenvolvimento de hiperuricemia e gota. A gota é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela deposição de cristais de urato monossódico nas articulações, provocando dor intensa e inflamação recorrente. Os tratamentos convencionais, embora eficazes, estão associados a diversos efeitos adversos, o que reforça a busca por alternativas terapêuticas mais seguras. Diante disso, este trabalho tem como objetivo identificar cepas bacterianas com capacidade uricolítica presentes na microbiota intestinal humana e avaliar seu potencial probiótico para uso no controle dos níveis de ácido úrico. A proposta visa contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas baseadas na modulação da microbiota intestinal, oferecendo uma alternativa menos invasiva e com menores efeitos colaterais para o tratamento da gota e da hiperuricemia.