TCC2025

ATIVIDADE URICOLÍTICA DE BACTÉRIAS PROBIÓTICAS: UMA NOVA ABORDAGEM PARA O TRATAMENTO DA GOTA

Dados do documento

Autor(es)
Maria Clara Pinheiro Lopes Silva
Orientador(es)
Leandro Araujo Lobo
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
06 de fevereiro de 2026
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Ácido úrico. Microbiota intestinal. Gota. Hiperuricemia. Probióticos.

Resumo

O ácido úrico (AU) é o produto final do catabolismo das purinas em humanos, resultante tanto de fontes exógenas, como alimentos ricos em purinas, quanto de fontes endógenas, como a degradação de ácidos nucleicos e ATP. Sua formação é catalisada pela enzima xantina oxidase, e a excreção ocorre majoritariamente pelos rins e, em menor proporção, pelo intestino, onde bactérias da microbiota intestinal podem degradar o AU por meio do processo de uricólise. Em humanos, a ausência funcional da enzima urato oxidase (uricase) impede a conversão do AU em alantoína, contribuindo para o acúmulo desse metabólito e, consequentemente, para o desenvolvimento de hiperuricemia e gota. A gota é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela deposição de cristais de urato monossódico nas articulações, provocando dor intensa e inflamação recorrente. Os tratamentos convencionais, embora eficazes, estão associados a diversos efeitos adversos, o que reforça a busca por alternativas terapêuticas mais seguras. Diante disso, este trabalho tem como objetivo identificar cepas bacterianas com capacidade uricolítica presentes na microbiota intestinal humana e avaliar seu potencial probiótico para uso no controle dos níveis de ácido úrico. A proposta visa contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas baseadas na modulação da microbiota intestinal, oferecendo uma alternativa menos invasiva e com menores efeitos colaterais para o tratamento da gota e da hiperuricemia.