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ATIVISMO JUDICIAL E (DES)EQUILÍBRIO ENTRE OS PODERES: UMA PERSPECTIVA COM BASE NA ANÁLISE DA PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 33/2011.

Dados do documento

Autor(es)
Amanda Lívia Paixão Guimarães; Leandro Alves de Sousa
Orientador(es)
Macell Cunha Leitão
Tipo do documento
Artigos
Ano de publicação
2021
Data de publicação
15 de julho de 2021
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Separação dos poderes. Desenho institucional. Supremacia judicial. Ativismo.

Resumo

O presente artigo busca analisar a pertinência da PEC 33/2011, expondo seu contexto de surgimento, que foi o protagonismo do Poder Judiciário nas relações institucionais, o que tende a provocar um desequilíbrio entre os poderes, um cenário apto a causar danos a pontos relevantes da democracia. A abordagem do texto se faz no âmbito do ativismo judicial, objetivando-se analisar as razões e as propostas do Parlamento para delimitar a atuação do STF no controle de constitucionalidade, com o fim de frear o seu comportamento proativo. Ao final, é apresentada uma opinião crítica sobre a PEC 33/2011, no sentido de se investigar até que ponto as mudanças sugeridas são adequadas à democracia constitucional brasileira e se a proposta funciona como suposta fórmula para reequilibrar a balança dos poderes. A pesquisa, de método documental, conclui que o ativismo judicial deve ser resignificado, para evitar evidentes perigos, e que a PEC 33/2011, ao trazer a tona um meio de conseguir isso, inova o ordenamento sabiamente, em sua maior parte; porém, também se conclui que a proposta questão viola, em determinado momento, a competência do STF. Sendo assim, é necessário um reajuste na PEC para que, de fato, sua aprovação garanta o equilíbrio entre os poderes.