TCC2024

AUSÊNCIAS E PRESENÇAS DAS FORMAÇÕES EM SAÚDE INDÍGENA DOS CURRÍCULOS ACADÊMICOS EM MEDICINA DA REGIÃO NORTE DO BRASIL

Dados do documento

Autor(es)
Beatriz Zamparoni de Oliveira; Jonathan Caetano dos Santos; Laerte Manoel Correa Neto; Leticia Santiago de Aguiar Borges
Orientador(es)
Letícia Santiago de Aguiar Borges
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
22 de abril de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Porto Velho
Palavras-chave
Saúde indígena. Região Norte. Formação médica. Populações tradicionais. Planos de ensino.

Resumo

Este estudo qualitativo analisa os planos de ensino das universidades federais e estaduais da região Norte do Brasil que oferecem o curso de Medicina, com foco na presença de disciplinas, projetos de extensão, grupos de pesquisa, campos de práticas e práticas relacionadas à saúde indígena. Foram examinadas as seguintes instituições: Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade do Estado do Pará (EUPA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Acre (UFAC), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Roraima (UFRR), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A pesquisa destacou a importância da saúde indígena na formação médica para a melhoria da assistência e qualificação profissional. As instituições foram selecionadas devido à localização em uma região rica em populações tradicionais, frequentemente negligenciadas no atendimento em saúde. Os resultados indicam que a maioria das universidades apresenta lacunas significativas em seus planos pedagógicos no que tange à saúde de grupos étnicos específicos. Apenas algumas instituições incluem conteúdos voltados à saúde das populações tradicionais. A análise documental dos artigos e projetos pedagógicos revelou uma necessidade urgente de reformulação dos planos de ensino, de modo a promover uma formação médica mais inclusiva e qualificada. Conclui-se que as universidades devem desempenhar um papel mais ativo na qualificação de futuros profissionais para atender de forma efetiva às demandas de saúde das populações indígenas e tradicionais.