AUTOMEDICAÇÃO COM DESCONGESTIONANTES NASAIS - FREQUÊNCIA DE USO E CONHECIMENTO DOS RISCOS E POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES
Dados do documento
Resumo
O uso de descongestionantes nasais proporciona um efeito rápido e reversível no alívio da congestão nasal, através da sua interação com os receptores presentes na mucosa nasal, induzindo a vasoconstrição. Entretanto, está muito associada a efeitos adversos como taquicardia, dependência e efeito rebote. Visou-se avaliar o conhecimento dos estudantes de medicina de uma cidade do interior de Minas Gerais acerca das complicações orgânicas e da propensão ao efeito rebote decorrentes do uso abusivo de descongestionantes nasais. Trata-se de estudo aplicado, de abordagem exploratória/descritiva transversal, com análise de dados e fundamentação bibliográfica. A coleta de dados foi realizada por questionários, após a aprovação do Comitê de ética em pesquisa. Há uma grande taxa de automedicação de descongestionantes nasais além do desconhecimento de seus efeitos colaterais, mesmo entre os estudantes da área da saúde. O primeiro período possui a maior taxa de alunos que fizeram uso de descongestionantes nasais por indicação médica, mas, também é o período com a maior porcentagem de uso entre os alunos do curso. E, ainda, a rinite alérgica é a condição médica que mais frequentemente levou ao uso de descongestionantes nasais. Conclui-se que não há busca de informação sobre as medicações utilizadas parasintomas de congestão nasal. Por ser uma condição médica sem acometimento grave, mesmos os alunos da área da saúde não buscam orientação médica nem procuram se informar com relação aos princípios ativos e seus efeitos colaterais, facilitando o desenvolvimento de complicações devido a uso indiscriminado.