AVALIAÇÃO ANTI-LEISHMANIA DO ALCALÓIDE EPIISOPILOTURINA
Dados do documento
Resumo
As leishmanioses são antropozoonoses consideradas um grande problema de
saúde pública e representam um complexo de doenças com importante espectro
clínico e diversidade epidemiológica pertencentes ao grupo de Doenças Tropicais
Negligenciadas (DTNs). No Brasil, a leishmaniose é uma doença com uma
diversidade de agentes, de reservatórios e de vetores que apresentam diferentes
padrões de transmissão e um conhecimento ainda limitado sobre alguns aspectos, o
que a torna de difícil controle já que são conhecidas mais de 30 espécies de
Leishmania, sendo mais de 20 patogênicas ao homem. Diante disso, após a indústria
farmacêutica pesquisar de forma aprofundada o jaborandi, já que há registros que
essa planta nativa foi utilizada pelos índios para o estímulo da produção de secreções
das glândulas exócrinas no organismo após a picada de cobras, descobriu-se que a
espécie jaborandi - Pilocarpus microphyllus possui atividade antileishmania. Diante do
exposto, o presente trabalho tem por objetivo avaliar a aplicabilidade da técnica de
atividade in vitro contra as cepas de Leishmania com epiisopiloturina (EPI na
concentração de 50 μm) - um alcaloide extraído das folhas de Pilocarpus micrphyllus.
A utilização da EPI foi efetiva em inibir o crescimento de formas promastigotas de L.
amazonensis frente a outras cepas. Os resultados sugerem que a EPI é uma
substância com atividade antileishmania in vitro promissora e candidata a ser
investigada em doses variadas.