TCC2022

AVALIAÇÃO ANTI-LEISHMANIA DO ALCALÓIDE EPIISOPILOTURINA

Dados do documento

Autor(es)
Felipe Bringel Storari; Maria Júlia Lima da Nóbrega; Mariana Teles Tomaz
Orientador(es)
Leiz Maria Costa Véras
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2022
Data de publicação
22 de junho de 2022
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Eficácia. Epiisopiloturina. Jaborandi. Leishmania.

Resumo

As leishmanioses são antropozoonoses consideradas um grande problema de
saúde pública e representam um complexo de doenças com importante espectro
clínico e diversidade epidemiológica pertencentes ao grupo de Doenças Tropicais
Negligenciadas (DTNs). No Brasil, a leishmaniose é uma doença com uma
diversidade de agentes, de reservatórios e de vetores que apresentam diferentes
padrões de transmissão e um conhecimento ainda limitado sobre alguns aspectos, o
que a torna de difícil controle já que são conhecidas mais de 30 espécies de
Leishmania, sendo mais de 20 patogênicas ao homem. Diante disso, após a indústria
farmacêutica pesquisar de forma aprofundada o jaborandi, já que há registros que
essa planta nativa foi utilizada pelos índios para o estímulo da produção de secreções
das glândulas exócrinas no organismo após a picada de cobras, descobriu-se que a
espécie jaborandi - Pilocarpus microphyllus possui atividade antileishmania. Diante do
exposto, o presente trabalho tem por objetivo avaliar a aplicabilidade da técnica de
atividade in vitro contra as cepas de Leishmania com epiisopiloturina (EPI na
concentração de 50 μm) - um alcaloide extraído das folhas de Pilocarpus micrphyllus.
A utilização da EPI foi efetiva em inibir o crescimento de formas promastigotas de L.
amazonensis frente a outras cepas. Os resultados sugerem que a EPI é uma
substância com atividade antileishmania in vitro promissora e candidata a ser
investigada em doses variadas.