TCC2023

AVALIAÇÃO AXILAR EM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA INICIAL: O PAPEL DA ULTRASSONOGRAFIA PRÉ-OPERATÓRIA DA AXILA E DO RELATÓRIO PATOLÓGICO PRÉ-OPERATÓRIO

Dados do documento

Autor(es)
Kamilla da Silva de Galiza
Orientador(es)
Nereu Bastos Teixeira da Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
16 de janeiro de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Neoplasias mamárias. Ultrassonografia. Linfonodos. Morfologia.

Resumo

O estado linfonodal é um dos fatores prognósticos mais importantes no câncer de mama. Nas últimas décadas, o manejo clínico da axila em pacientes com câncer de mama passou por uma mudança de paradigma em relação ao descalonamento da cirurgia para evitar o tratamento excessivo de pacientes. A biópsia do linfonodo sentinela substituiu em grande parte a dissecção de linfonodos axilares em pacientes clinicamente negativos.Atualmente, nenhum exame de imagem possui valor preditivo negativo suficiente para evitar abordagem cirúrgica da axila quando nenhum linfonodo alterado é identificado, todavia, cada vez mais estudos incluem esses métodos como parte do planejamento terapêutico. Tendo, na prática clínica, o exame ultrassonográfico axilar papel de destaque no estadiamento e seguimento dos linfonodos regionais, com vantagens de ser um exame não invasivo e de fácil acesso Objetivo: Comparar o diagnóstico linfonodal axilar em pacientes com câncer de mama inicial utilizando o exame ultrassonográfico pré-operatório com os parâmetros do relatório anatomo-patológico pré e pós-operatórios, buscando esclarecer a eficácia da ultrassonografia principalmente para os casos que cursam com axila clinicamente negativa. Material e Métodos: Os dados foram coletados dos prontuários de pacientes com câncer de mama com diagnóstico pela UNACON da Planície Litorânea do Piauí. Critérios de inclusão foram: mulheres com câncer de mama inicial, sem histórico de câncer. Critérios de exclusão: pacientes com histórico de câncer, recidiva ou metástase, pacientes em estágios avançados do câncer de mama. O perfil anatomopatológico pré- e pós-operatório foi traçado e comparado com os resultados do exame clínico da axila dessas pacientes, incluindo o diagnóstico ultrassonográfico. A análise estatística foi realizada com testes de concordância e correlação, estabelecendo um nível de significância de 5% e auxílio do software SPSS. Resultados: Foramcoletadas informações de 22 pacientes com câncer de mama. O tamanho tumoral e a invasão angiolinfática avaliada pelo exame anatomopatológico pré e pós-operatório mostraram associação significativa com o acometimento tumoral em linfonodos regionais independente se a avaliação foi clínica-ultrassonográfica ou anatomopatológica. A ultrassonografia mostrou boa sensibilidade (66,7%) e alta especificidade (100%) na avaliação dos linfonodos axilares. A concordância entre a avaliação ultrassonográfica e anatomopatológica dos linfonodos axilares é quase perfeita (k= 0,74; p <0,001; concordância = 90%), a curva de Roc corrobora com os resultados (área 0,833, p p=0,18; IC = 0,59 – 1,0). Conclusão: Vale analisar a real necessidade da biopsia do linfonodo sentinela em pacientes com avaliação ultrassonográfica negativa da axila, principalmente frente ao tamanho do tumor primário. O acompanhamento clínico por ultrassonografia se faz importante e necessário e é suportado quando observamos os resultados desse estudo