AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA DE IDOSOS ATIVOS.
Dados do documento
Resumo
No cenário mundial verifica-se um processo de transição demográfica único e irreversível, o qual resulta em um dos principais acontecimentos do século 20, o envelhecimento populacional. Esta realidade contemporânea se dá de forma acelerada no Brasil, replicando-se no Piauí. Associado ao crescimento do número de idoso evidenciam-se mudanças no perfil social e epidemiológico, as quais exigem políticas públicas capazes de promover o envelhecimento ativo e saudável, minimizando assim o impacto das doenças crônicas degenerativas que se instalam ao longo dos anos. Nesse contexto, o atendimento à saúde
desagrega-se da meta de prolongar a vida e ambienta-se no estabelecimento e manutenção da capacidade funcional do idoso, possibilitando independência e autonomia para realização das atividades de vida diária, as quais exigem a aptidão física e mental, que serão mantidas por um estilo de vida saudável, que inclua as práticas de atividade física de forma regular. As avaliações da capacidade funcional e/ou da aptidão física podem ser realizadas por meio de escalas ou testes físicos. Neste sentido, este estudo teve como objetivo avaliar a aptidão física de idos praticantes de atividade física por meio da distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (TC6). A metodologia utilizada foi do tipo exploratória com abordagem quantitativa. Na pesquisa de campo foi avaliada a distancia percorrida pelos 40 (quarenta) idosos participantes de um programa de atividade física do Centro de Atenção à Saúde do
Idoso (CASI), da cidade de Piripiri (PI), os quais foram selecionados para investigação mediante a aplicação do TC6. Os dados antropométricos: idade, sexo, altura e peso coletados na triagem de seleção da amostra serviram de base para o cálculo da distância preditas consideradas valores de referência do TC6. Após aplicação do teste de caminhada de seis minutos os resultados obtidos foram comparados com os resultado previstos, ma sequência analisados a luz de testes estatísticos Teste t de Student, e o coeficiente de correlação r de Pearson.Verificou-se que a maioria dos participantes era do sexo feminino (65%), na faixa etária de 66 a70 anos (30%). Com relação civil 45% dos idosos são casados, a renda de um salário mínimo correspondeu 35% dos participantes do estudo e 37,5% destes idoso apresentavam escolaridade de 1 a 2 anos de estudo.Dos idosos investigados 70% eram hipertensos e 37,5% diabéticos. A distância média prevista foi de 452,553 ± 54,294 e a distância média percorrida foi de 460,925 ± 62,397 não havendo diferença estatisticamente significativa entre os valores (p = 0,181). Para um nível de significância foi atribuído um valor de p < 0,05. As distâncias previstas pela equação de Enright e Sherrill correlacionaramse às distâncias caminhadas (r = 0,773; p < 0,000). Conclui-se que os idosos que praticam atividade física apresentaram um nível de aptidão física satisfatória, conforme mostraram os valores das distâncias percorridas no teste de caminhada de seis minutos e que estudos desta natureza poderão ser replicados em outras realidades, bem como, apontam contribuições para o ensino gerontológico e para a atenção a população idosa com vista a manutenção da capacidade funcional e da conseqüente autonomia e qualidade de vida na velhice, mediante o incentivo e a adesão a prática regular de atividade física nesta fase da vida.