AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS ATIVOS.
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Resumo
O fenômeno de envelhecimento populacional ocorre mundialmente e de maneira mais rápida em países em desenvolvimento como o Brasil. A senescência traz naturalmente uma diminuição da força dos músculos esqueléticos, esse fato também é observado na musculatura respiratória. As pressões geradas na boca após uma inspiração e expiração completa geram dados da Pressão Inspiratória Máxima (PImáx) e a Pressão Expiratória Máxima (PEmáx),respectivamente Estes valores refletem a força da musculatura inspiratória e expiratória. Na prática clínica a avaliação da musculatura respiratória é um importante parâmetro, pois o funcionamento do sistema respiratório depende de um bom desempenho muscular. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a força muscular respiratória em idosos ativos. Foi realizado um estudo descritivo de natureza quantitativa, no Centro de Atenção à Saúde do Idoso (CASI), localizado na cidade de Piripiri – Piauí. Foram incluídos na pesquisa 28 idosos ativos, inseridos nas atividades do Centro. As pressões respiratórias máximas foram medidas através da manovacuometria e comparadas com a equação de referência de Neder. A maioria dos idosos era do sexo feminino 86%. Os valores de PImáx e PEmáx encontrados nas mulheres, não tiveram diferença estatisticamente significativa em relação aos valores apresentadas na equação de referência de acordo com a idade (p= 0,051); (p=0,27), respectivamente. Fato também observado nos homens (p=0,28); (p=0,58). Houve uma diminuição dos valores das pressões respiratórias máximas com o aumento da idade no grupo estudado. Sendo o valor de PImáx o que mais decresceu em relação a esta variável, apresentando correlação moderada e negativa com a idade. Dessa forma, conclui-se que os idosos que praticam atividade física apresentaram valores de força muscular respiratória, satisfatórias para a sua idade, conforme se demonstrou através da similaridade com os valores da equação de referência. A força dos músculos inspiratórios é a que mais diminui com o envelhecimento. A prática de atividade física deve ser cada vez mais apreciada pela população idosa, por gerar benefícios, não só na musculatura periférica, mas também na manutenção da força muscular respiratória.