AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA ATRAVÉS DO FACT-B EM PORTO VELHO RONDÔNIA
Dados do documento
Resumo
O câncer de mama constitui uma das neoplasias malignas de maior incidência entre as mulheres, produzindo repercussões físicas, emocionais, sociais e funcionais que impactam diretamente a qualidade de vida. O presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida e o impacto do tratamento oncológico em mulheres com diagnóstico de câncer de mama assistidas pelo fluxo de saúde do município de Porto Velho – RO. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, exploratória, com abordagem quantitativa, realizada com 60 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, com idade entre 28 e 69 anos (45,18 ± 8,44 anos), selecionadas por amostragem não probabilística do tipo bola de neve. A coleta de dados foi realizada por meio do instrumento Functional Assessment of Cancer Therapy – Breast (FACT-B), composto por 37 itens distribuídos nos domínios de Bem-Estar Físico, Social/Familiar, Emocional, Funcional e Subescala Específica de Mama. Os resultados demonstraram escore global moderado de qualidade de vida (FACT-B = 83,46 ± 12,01). O domínio Bem-Estar Social/Familiar apresentou o melhor desempenho (17,52 ± 5,53), evidenciado a relevância da rede de apoio no enfrentamento da doença. Em contrapartida, o Bem-Estar Emocional apresentou o menor escore (13,16 ± 1,78), indicando maior comprometimento psicológico relacionado às incertezas do prognostico, alterações da autoimagem e impactos emocionais decorrentes do tratamento. Os domínios Bem-Estar Físico (14,54 ± 1,84), Bem-Estar Funcional (16,80 ± 6,08) e a Subescala de Mama (21,44 ± 2,82) apresentaram escores moderados. O FACT-G obteve média de 62,02 ± 11,05 e o Trial Outcome Index (TOI) apresentou média de 52,78 ± 6,15, evidenciando impacto clínico relevante das limitações físico-funcionais associados ao tratamento. Conclui-se que o câncer de mama repercute negativamente na qualidade de vida das mulheres avaliadas, especialmente nos aspectos emocionais e funcionais, reforçando a necessidade de intervenções multiprofissionais contínuas, humanizadas e direcionadas à reabilitação física, ao suporte psicossocial e à promoção do bem-estar biopsicossocial.