TCC2026

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA ATRAVÉS DO FACT-B EM PORTO VELHO RONDÔNIA

Dados do documento

Autor(es)
Larissa Marques da Silva
Orientador(es)
Cíntia Campos Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
23 de junho de 2026
Nome do curso
Fisioterapia
Nome da Unidade
Afya Porto Velho
Palavras-chave
Neoplasia da mama. Qualidade de vida. FACT-B.

Resumo

O câncer de mama constitui uma das neoplasias malignas de maior incidência entre as mulheres, produzindo repercussões físicas, emocionais, sociais e funcionais que impactam diretamente a qualidade de vida. O presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida e o impacto do tratamento oncológico em mulheres com diagnóstico de câncer de mama assistidas pelo fluxo de saúde do município de Porto Velho – RO. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, exploratória, com abordagem quantitativa, realizada com 60 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, com idade entre 28 e 69 anos (45,18 ± 8,44 anos), selecionadas por amostragem não probabilística do tipo bola de neve. A coleta de dados foi realizada por meio do instrumento Functional Assessment of Cancer Therapy – Breast (FACT-B), composto por 37 itens distribuídos nos domínios de Bem-Estar Físico, Social/Familiar, Emocional, Funcional e Subescala Específica de Mama. Os resultados demonstraram escore global moderado de qualidade de vida (FACT-B = 83,46 ± 12,01). O domínio Bem-Estar Social/Familiar apresentou o melhor desempenho (17,52 ± 5,53), evidenciado a relevância da rede de apoio no enfrentamento da doença. Em contrapartida, o Bem-Estar Emocional apresentou o menor escore (13,16 ± 1,78), indicando maior comprometimento psicológico relacionado às incertezas do prognostico, alterações da autoimagem e impactos emocionais decorrentes do tratamento. Os domínios Bem-Estar Físico (14,54 ± 1,84), Bem-Estar Funcional (16,80 ± 6,08) e a Subescala de Mama (21,44 ± 2,82) apresentaram escores moderados. O FACT-G obteve média de 62,02 ± 11,05 e o Trial Outcome Index (TOI) apresentou média de 52,78 ± 6,15, evidenciando impacto clínico relevante das limitações físico-funcionais associados ao tratamento. Conclui-se que o câncer de mama repercute negativamente na qualidade de vida das mulheres avaliadas, especialmente nos aspectos emocionais e funcionais, reforçando a necessidade de intervenções multiprofissionais contínuas, humanizadas e direcionadas à reabilitação física, ao suporte psicossocial e à promoção do bem-estar biopsicossocial.