AVANÇOS E DESAFIOS NO MANEJO DAS VALVOPATIAS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
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Resumo
As válvulas cardíacas são estruturas do coração que regulam o fluxo sanguíneo em apenas uma direção, através da pequena e da grande circulação. O coração possui quatro válvulas cardíacas: aórtica, pulmonar, mitral e tricúspide. A valvulopatia ocorre quando uma ou mais dessas válvulas não funcionam adequadamente, impedindo a sua abertura ou o seu encerramento adequado, ocasionando anomalias que se manifestam de maneiras distintas, nos diferentes estágios de evolução da doença. A doença valvar representa uma significativa parcela das internações hospitalares por doença cardiovascular. A etiologia reumática predomina como a principal etiologia de valvopatia no Brasil, diferentemente dos países desenvolvidos, onde as doenças degenerativas representam a principal causa. As valvulopatias podem ser originadas por uma variedade de fatores, que podem estar relacionados a problemas congênitos, degeneração valvar relacionada ao envelhecimento, infecções e doenças cardíacas prévias. O correto manejo das valvopatias depende do diagnóstico preciso anatômico e funcional, sendo necessário uma avaliação minuciosa global do paciente. A conduta é iniciada com a realização da anamnese, do exame físico e dos exames complementares. O exame físico permite uma avaliação confiável, com alta especificidade para o diagnóstico das valvopatias. O tipo de técnica intervencionista para o tratamento estão correlacionados ao diagnóstico. O tratamento específico será determinado pelo médico, com base na avaliação do paciente e nos resultados dos exames.