TCC2025

AVANÇOS E DESAFIOS NO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO TDAH EM ADULTOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Eduardo José Lira Barros; José Eduardo da Silva Neto; Ronaldo Araújo de Carvalho
Orientador(es)
Cassandra Andrade Ferreira Lima
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
02 de dezembro de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
TDAH. Adulto. Tratamento farmacológico.

Resumo

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em adultos é uma condição neuropsiquiátrica crônica que pode impactar significativamente a qualidade de vida, sendo o tratamento farmacológico uma das principais abordagens terapêuticas utilizadas para o manejo dos sintomas. Nesse contexto, objetivou-se revisar e analisar as novas abordagens terapêuticas medicamentosas no tratamento do TDAH em adultos. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PUBMED, LILACS, SCIELO. Foram encontrados inicialmente um total de 2.312 artigos, e após análise detalhada, 11 estudos foram incluídos na revisão. Foram avaliados 31.698 indivíduos nas pesquisas, sendo a maioria do sexo masculino, com idade entre 18 e 61 anos. Dentre as medicações utilizadas, houve maior destaque para o Metilfenidato, tanto em monoterapia quanto em combinação ou comparação com outrosfármacos. Os estudos evidenciaram que os tratamentos medicamentosos, como metilfenidato, guanfacina, viloxazina, centanafadina e atomoxetina, são eficazes na redução dos sintomas do TDAH em adultos e, em geral, bem tolerados. Efeitos adversos como insônia, cefaleia e redução do apetite foram os mais comuns. A adesão ao tratamento mostrou-se essencial para melhores resultados, e o monitoramento clínico, especialmente em populações específicas, é recomendado. Destaca-se ainda o risco potencial de diabetes tipo 2 com o uso prolongado de atomoxetina, exigindo cautela na escolha terapêutica. Conclui-se, portanto, que os tratamentos medicamentosos atuais oferecem benefícios significativos no manejo do TDAH em adultos, mas exigem uma abordagem individualizada, com atenção aos efeitos adversos e ao perfil clínico de cada paciente