TCC2026

BEM-ESTAR E APOIO AOS CUIDADORES DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO

Dados do documento

Autor(es)
Amanda Maria Silva Andrade; Lyvia Félix Ribeiro
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
11 de agosto de 2026
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Transtorno do Espectro Autista”. “Cuidadores” e “Enfermagem.

Resumo

Objetivo: Este artigo teve como objetivo investigar os impactos físicos, emocionais e sociais do cuidado prestado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sobre os cuidadores principais, bem como identificar os principais fatores de sobrecarga e avaliar os recursos de apoio disponíveis. Método: A metodologia consistiu em uma revisão integrativa da literatura, analisando 21 artigos científicos que abordam o bem-estar e o apoio a cuidadores de crianças com TEA. A coleta de dados foi realizada por meio da leitura sistemática e extração de informações-chave de cada artigo, focando em prevalência do TEA, ônus do cuidado, apoio social, papel do cuidador, abordagens terapêuticas e legislação. A análise dos dados foi de natureza qualitativa, buscando identificar padrões, convergências e divergências entre os estudos. Aspectos éticos: Os aspectos éticos foram considerados na análise dos estudos, focando na vulnerabilidade dos cuidadores e na necessidade de suporte, garantindo a integridade das informações e o respeito às fontes originais. Resultados: Os resultados indicam que os cuidadores de indivíduos com TEA enfrentam um ônus significativo, abrangendo dimensões psicológicas (estresse, ansiedade, depressão), físicas (fadiga, distúrbios do sono), sociais (isolamento, estigma) e financeiras (custos de tratamento, impacto na carreira). A prevalência global do TEA e a feminização do cuidado contribuem para essa sobrecarga. Intervenções como programas de empoderamento, terapia cognitivo-comportamental, cuidado de respiro e apoio social (formal e informal) são cruciais para mitigar os desafios e promover a resiliência desses cuidadores. Conclusão: Conclui-se que a promoção do bem-estar dos cuidadores não é apenas uma questão de justiça social, mas um fator determinante para a qualidade do cuidado oferecido aos indivíduos com TEA e para a saúde e coesão familiar como um todo, sendo essencial a implementação de políticas públicas que reconheçam e apoiem essa população.