BENEFÍCIO DA FISIOTERAPIA PÉLVICA NO MANEJO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA E SEUS IMPACTOS NA QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES ACIMA DE 50 ANOS
Dados do documento
Resumo
A Incontinência Urinária (IU) é uma disfunção do trato urinário caracterizada pela perda involuntária de urina, que pode estar associada a diferentes fatores, como alterações hormonais, gestação, parto, envelhecimento e enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico. Trata-se de uma condição de alta prevalência mundial, afetando milhões de pessoas e impactando significativamente a qualidade de vida, sobretudo na população feminina. No Brasil, considera-se que uma parcela expressiva de mulheres acima dos 40 anos apresenta sintomas relacionados à IU. Consequentemente, essa condição frequentemente ocasiona vergonha, devido ao desconhecimento sobre as possibilidades de tratamento e a crença de que se trata de uma consequência natural do envelhecimento. Nesse contexto, a fisioterapia pélvica surge como uma abordagem conservadora e eficaz no manejo dessa disfunção, utilizando técnicas voltadas ao fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e à melhora do controle urinário. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo investigar os benefícios da fisioterapia pélvica no manejo da incontinência urinária e analisar seus impactos na qualidade de vida de mulheres com idade igual ou superior a 50 anos. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, descritiva e transversal, realizada por meio de questionário eletrônico disponibilizado na plataforma Google Forms. Foram obtidas 39 respostas, das quais 25 participantes atenderam os critérios de inclusão e integraram a amostra final. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, utilizando frequência absoluta e relativa. Os resultados demonstraram predominância da Incontinência Urinária Mista (60%), além de impactos relevantes nos aspectos emocionais, sociais e relacionados ao sono. Em relação à eficácia do tratamento, 60% das participantes informaram melhora significativa dos sintomas urinários e 36% referiram melhora parcial após a fisioterapia pélvica. Conclui-se que a fisioterapia pélvica constitui uma estratégia eficaz no manejo da incontinência urinária, promovendo melhora do controle urinário e da qualidade de vida das mulheres acometidas por essa condição.