TCC2026

BENEFÍCIO DA FISIOTERAPIA PÉLVICA NO MANEJO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA E SEUS IMPACTOS NA QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES ACIMA DE 50 ANOS

Dados do documento

Autor(es)
Adiane Lima Vituriano; Manuela Fontinelle Farias
Orientador(es)
Shirley Dantas Soares
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
23 de junho de 2026
Nome do curso
Fisioterapia
Nome da Unidade
Afya Porto Velho
Palavras-chave
Incontinência urinária. Fisioterapia pélvica. Assoalho pélvico. Qualidade de vida. Saúde da mulher.

Resumo

A Incontinência Urinária (IU) é uma disfunção do trato urinário caracterizada pela perda involuntária de urina, que pode estar associada a diferentes fatores, como alterações hormonais, gestação, parto, envelhecimento e enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico. Trata-se de uma condição de alta prevalência mundial, afetando milhões de pessoas e impactando significativamente a qualidade de vida, sobretudo na população feminina. No Brasil, considera-se que uma parcela expressiva de mulheres acima dos 40 anos apresenta sintomas relacionados à IU. Consequentemente, essa condição frequentemente ocasiona vergonha, devido ao desconhecimento sobre as possibilidades de tratamento e a crença de que se trata de uma consequência natural do envelhecimento. Nesse contexto, a fisioterapia pélvica surge como uma abordagem conservadora e eficaz no manejo dessa disfunção, utilizando técnicas voltadas ao fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e à melhora do controle urinário. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo investigar os benefícios da fisioterapia pélvica no manejo da incontinência urinária e analisar seus impactos na qualidade de vida de mulheres com idade igual ou superior a 50 anos. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, descritiva e transversal, realizada por meio de questionário eletrônico disponibilizado na plataforma Google Forms. Foram obtidas 39 respostas, das quais 25 participantes atenderam os critérios de inclusão e integraram a amostra final. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, utilizando frequência absoluta e relativa. Os resultados demonstraram predominância da Incontinência Urinária Mista (60%), além de impactos relevantes nos aspectos emocionais, sociais e relacionados ao sono. Em relação à eficácia do tratamento, 60% das participantes informaram melhora significativa dos sintomas urinários e 36% referiram melhora parcial após a fisioterapia pélvica. Conclui-se que a fisioterapia pélvica constitui uma estratégia eficaz no manejo da incontinência urinária, promovendo melhora do controle urinário e da qualidade de vida das mulheres acometidas por essa condição.