TCC2024

CAMINHOS DA SAÚDE MENTAL: AVANÇOS E DESAFIOS DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NO BRASIL

Dados do documento

Autor(es)
Bruno de Almeida Gomes
Orientador(es)
Cláudia Maria Sousa de Carvalho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
28 de novembro de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Avanços. Desafios. Rede de Atenção Psicossocial. Saúde Mental.

Resumo

A Reforma Psiquiátrica brasileira traz consigo a perspectiva de mudança no cuidado às pessoas com sofrimento mental, que, dentre inúmeros aspectos, destaca-se a humanização do cuidado, com ações de inclusão e a reabilitação psicossocial. Para isso, é preciso a organização de uma rede de atenção integral à saúde mental, surgindo então, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), encarregada de nortear a assistência às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos em saúde mental. O estudo trata de uma Revisão Integrativade produções científicas do quinquênio 2018–2023 que versam sobre os avanços e desafios da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no contexto brasileiro. O método foi constituído pela identificação do tema e seleção da questão de pesquisa, estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão, identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados, leitura dos estudos selecionados, análise e interpretação dos resultados para posterior apresentação. Como resultados, identificou-se a mudança progressiva na visão de cuidado das pessoas em sofrimento mental, migrando de uma lógica curativista para uma atenção integral; a ampliação cobertura regional da RAPS e o fortalecimento da atenção básica em saúde mental, com ênfase na capilarização dos dispositivos componentes da rede, numa proposta de reabilitação e inclusão psicossocial. Já como desafios, observou-se a ausência em alguns pontos no território brasileiro da cobertura da RAPS; concentração dos serviços de saúde mental; necessidade de capacitação contínua dos profissionais; a ascensão das comunidades terapêuticas e seus métodos ignóbeis; a implantação do “teto de gastos” e morosidade no rompimento definitivo com a lógica manicomial. A pesquisa permite identificar um cotidiano complexo, com muitos avanços mas repleto de nuances, em um cenário cortado por disputas de poder; desvelando ações tutelares e estigmatizantes no contexto da RAPS.