CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS E MORBIDADES ENTRE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS SEM DECLÍNIO COGNITIVO.
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Resumo
O envelhecimento da população mundial é um dos fenômenos de grande impacto do século XXI, que resulta de um processo gradual de transição demográfica, representando um desafio para o setor de saúde. A longevidade determinou a transformação do perfil de morbimortalidade descrito por um aumento de doenças crônico-degenerativas não transmissíveis. Essas enfermidades reduzem a qualidade de vida do idoso e intensificam as possibilidades de institucionalização do idoso. Este estudo teve como objetivo descreveras características sociodemográficas e clínicas de idosos sem declínio cognitivo de instituições de longa permanência de Teresina, Piauí. Trata-se de um estudo descritivo, observacional e transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 79 idosos institucionalizados que residiam nas quatro Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) de Teresina-PI. Inicialmente, foi aplicado o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), para avaliação das funções cognitivas dos idosos institucionalizados e em seguida, foi aplicado nos idosos sem declínio cognitivo, um formulário para investigar os aspectos sociodemográficos, as enfermidades presentes, os medicamentos em uso e a situação de locomoção. Para a realização da análise dos dados foi utilizado o programa StatisticalPackage for the Social Sciences - SPSS 18.0 e as relações entre as variáveis através do teste Qui- Quadrado. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa – CEP da UNINOVAFAPI, com o número do Certificado de Apresentação para Apreciação Ética(CAAE)47527915.5.0000.5210. A pesquisa detectou79 idosos institucionalizados em Teresina-PI sem declínio do estado cognitivo, com média de desempenho do MEEM de 17 pontos para os idosos analfabetos e 22 pontos para os idosos com até oito anos de estudo. Houve predomínio do sexo masculino (55,7%), com faixa etária ≥ 75 anos (54,43%),solteiros(as) (63,29%),com até oito anos de estudo (60,76%)e renda mensal individual de até um salário mínimo(92,41%). O tempo de institucionalização da maioria foi de 1 a 4 anos (43,04%). Esses apresentaram mais Hipertensão Arterial Sistêmica (64,56%) e doenças psiquiátricas (depressão, ansiedade, psicoses e insônia) (59,49%), faziam mais uso de medicamentos que atuam no sistema cardiovascular (64,56%) e no sistema nervoso central (63,29%) e se locomoviam sem ou com auxílio (69,62%). Conclui-se que os idosos institucionalizados sem déficit da cognição necessitam de cuidados expressivos voltados à saúde diante dos resultados encontrados nesse estudo, principalmente relacionados à avaliação dos fatores de risco e diagnóstico precoce dos desvios que levam ao envelhecimento cognitivo patológico de forma preventiva de estados demenciais.