TCC2025

CIGARRO ELETRÔNICO: A PERSPECTIVA DOS ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE

Dados do documento

Autor(es)
Emanuelle Teles da Silva
Orientador(es)
Hedi Marinho de Melo Guedes de Oliveira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
31 de julho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
E- cigarette Vapor. Electronic Nicotine Delivery Systems. Lung injury.

Resumo

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos ou vape são aparelhos que apresentam uma solução conhecida como e-líquido que é aquecida produzindo vapor (aerossol) que é inalado pelo usuário. Esse líquido é composto por propilenoglicol, glicerina vegetal, nicotina e aromatizantes. Tais substâncias são tóxicas para o organismo, ocasionando a liberação de mediadores inflamatórios, apresentando como consequência o desenvolvimento de doenças pulmonares, problemas cardiovasculares e dependência química. Embora os riscos do vape para a saúde estejam em evidência, ele é comercializado como sendo um produto menos nocivo que o cigarro tradicional, além de ser difundido como uma alternativa para a cessação do fumo, porém não há comprovação de sua eficácia nessa questão. O estudo teve como objetivo analisar, através de uma pesquisa de campo com alunos de graduação na área da saúde, através de questionários que avaliam os conhecimentos desses estudantes e futuros profissionais em relação ao cigarro eletrônico. Além disso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica em artigos científicos publicados entre 2019 e 2025, em inglês e português, obtidos nas bases Analysis and Retrieval System Online (NLM-MEDLINE), Google Scholar e Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando os descritores MeSH: “E-cigarette Vapor”, “Electronic Nicotine Delivery Systems” e “Lung Injury. A pesquisa revelou que, embora a maioria dos estudantes reconheça os riscos do cigarro eletrônico e não o considere mais seguro que o cigarro tradicional, ainda há significativa adesão ao seu uso. A principal fonte de informação relatada foram as mídias sociais, o que pode contribuir para a banalização dos riscos. Observou-se também que o conhecimento técnico não impede totalmente o uso, evidenciando a influência de fatores sociais e comportamentais. Esses dados reforçam a importância de ações educativas mais eficazes no meio acadêmico.