TCC2026

CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO COM E SEM CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA: ANÁLISE COMPARATIVA DOS DESFECHOS PÓS-OPERATÓRIOS

Dados do documento

Autor(es)
Pedro Borges Mendes Silva; Mirella Rodrigues Dias; Paulo Daniel Matos da Silva Marques
Orientador(es)
Camila Carmaço Batista Martins
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Doença da Artéria Coronariana. Revascularização Miocárdica. Circulação Extracorpórea. Ponte de Artéria Coronária sem Circulação Extracorpórea.

Resumo

Introdução: A cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) pode ser on-pump, com circulação extracorpórea (CEC) ou off-pump, sem CEC, sendo controversa a superioridade entre as técnicas, especialmente em contextos com perfis epidemiológicos distintos como o Nordeste brasileiro. Objetivos: Descrever e comparar os desfechos pós-operatórios da CRM com e sem CEC. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo e exploratório, realizado em hospital privado de referência em Teresina-PI, incluindo 35 pacientes submetidos à CRM entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025. Foram avaliadas variáveis demográficas, intraoperatórias e desfechos pós-operatórios. Os dados foram coletados de prontuários eletrônicos e analisados por testes de Shapiro-Wilk, Mann-Whitney e exato de Fisher, adotando-se significância de 5% (p<0,05). Resultados: 14 pacientes foram submetidos à técnica off-pump e 21 à técnica onpump. A única diferença estatisticamente significativa foi o maior número de enxertos no grupo on-pump em comparação ao off-pump [3 (IIQ: 3–4) vs. 1 (IIQ: 1–2); p < 0,001]. Não foram observadas diferenças significativas no tempo de UTI (2 vs. 2 dias; p = 0,743), no tempo de internação hospitalar (7 vs. 7 dias; p = 0,768), nas complicações neurológicas, cardiovasculares, pulmonares, na necessidade de transfusão sanguínea (21,4% vs. 14,3%; p = 0,665) nem na mortalidade hospitalar (14,3% vs. 4,8%; p = 0,551). Conclusões: Ambas as técnicas demonstraram perfis de segurança comparáveis. A maior completude da revascularização no grupo on-pump reflete a complexidade anatômica dos casos. A ausência de diferenças significativas nos resultados deve ser interpretada considerando o tamanho amostral reduzido e o caráter exploratório do estudo.