CIRURGIA ORTOGNÁTICA VS DISTRAÇÃO OSTEOGÊNICA EM PACIENTES FISSURADOS : REVISÃO DA LITERATURA
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Resumo
Introdução: Indivíduos nascidos com fenda palatina podem enfrentar uma série de desafios, incluindo deformidades anatômicas, má oclusão dentária, deficiência auditiva e distúrbio da fala. Aqueles que desenvolvem hipoplasia maxilar podem receber distração osteogênica ou posteriormente cirurgia ortognática, que pode reposicionar a maxila para uma posição funcional e estética. Esse avanço cirúrgico da maxila tem sido relatado há mais de 30 anos. Pelo protocolo ideal, o lábio deve ser operado a partir dos 3 meses de idade, em procedimento conhecido como queiloplastia, enquanto 12 meses é o tempo determinado para a palatoplastia. Objetivo: Avaliar através de uma revisão da literatura integrativa quais seriam as vantagens e desvantagens de uma abordagem precoce de uma distração osteogênica em detrimento a uma posterior cirurgia ortognática em pacientes fissurados. Metodologia: A revisão de literatura foi realizada no período compreendido entre 2006 à 2019 através das bases de dados: Google acadêmico, Science direct e Pubmed. Discussão: Sabe-se que as cirurgias realizadas para fechamento de lábio e/ou palato interferem no crescimento facial, como consequência pacientes podem desenvolver faces retrognáticas e maxilas atrésicas, e que em alguns casos se faz necessário realizar cirurgia ortognática posteriormente para uma melhor harmonia facial. Com o aprimoramento das técnicas cirúrgicas, assim como o desenvolvimento de novos materiais de fixação, complicações e problemas de recidivas foram minimizados. Assim, sugere-se avaliação multiprofissional desde o nascimento até a vida adulta, essa assistência auxilia no tratamento do paciente fissurado com o intuito de que, ao seu término, resultados satisfatórios estéticos e funcionais possibilitem a estes pacientes melhor inserção na sociedade. Conclusão: Em suma, podemos perceber que ambas as cirurgias tem seus benefícios feitos em momentos corretos durante a vida do paciente, necessitam de tratamento multidisciplinar com psicólogos, médicos, fonoaudiólogos, entre outros. Por tanto, há um viés da cirurgia osteogênica, pois nem sempre obtemos um resultado esperado e objetivo. A cirurgia ortognática é realizada apenas quando o paciente se torna maior de idade, aos 18 anos, quando o mesmo apresenta estabilidade óssea, por tanto, a cirurgia é mais precisa, pois ela permite um ajuste milimétrico da oclusão final.