TCC2023

CIRURGIA ORTOGNÁTICA VS DISTRAÇÃO OSTEOGÊNICA EM PACIENTES FISSURADOS : REVISÃO DA LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Letícia Mendes da Rocha Lopes
Orientador(es)
Erik Neiva Ribeiro de Carvalho Reis
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
05 de junho de 2023
Nome do curso
Odontologia
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Cirurgia Ortognática. Fendas palatinas. Fendas labiais. Distração osteogênica.

Resumo

Introdução: Indivíduos nascidos com fenda palatina podem enfrentar uma série de desafios, incluindo deformidades anatômicas, má oclusão dentária, deficiência auditiva e distúrbio da fala. Aqueles que desenvolvem hipoplasia maxilar podem receber distração osteogênica ou posteriormente cirurgia ortognática, que pode reposicionar a maxila para uma posição funcional e estética. Esse avanço cirúrgico da maxila tem sido relatado há mais de 30 anos. Pelo protocolo ideal, o lábio deve ser operado a partir dos 3 meses de idade, em procedimento conhecido como queiloplastia, enquanto 12 meses é o tempo determinado para a palatoplastia. Objetivo: Avaliar através de uma revisão da literatura integrativa quais seriam as vantagens e desvantagens de uma abordagem precoce de uma distração osteogênica em detrimento a uma posterior cirurgia ortognática em pacientes fissurados. Metodologia: A revisão de literatura foi realizada no período compreendido entre 2006 à 2019 através das bases de dados: Google acadêmico, Science direct e Pubmed. Discussão: Sabe-se que as cirurgias realizadas para fechamento de lábio e/ou palato interferem no crescimento facial, como consequência pacientes podem desenvolver faces retrognáticas e maxilas atrésicas, e que em alguns casos se faz necessário realizar cirurgia ortognática posteriormente para uma melhor harmonia facial. Com o aprimoramento das técnicas cirúrgicas, assim como o desenvolvimento de novos materiais de fixação, complicações e problemas de recidivas foram minimizados. Assim, sugere-se avaliação multiprofissional desde o nascimento até a vida adulta, essa assistência auxilia no tratamento do paciente fissurado com o intuito de que, ao seu término, resultados satisfatórios estéticos e funcionais possibilitem a estes pacientes melhor inserção na sociedade. Conclusão: Em suma, podemos perceber que ambas as cirurgias tem seus benefícios feitos em momentos corretos durante a vida do paciente, necessitam de tratamento multidisciplinar com psicólogos, médicos, fonoaudiólogos, entre outros. Por tanto, há um viés da cirurgia osteogênica, pois nem sempre obtemos um resultado esperado e objetivo. A cirurgia ortognática é realizada apenas quando o paciente se torna maior de idade, aos 18 anos, quando o mesmo apresenta estabilidade óssea, por tanto, a cirurgia é mais precisa, pois ela permite um ajuste milimétrico da oclusão final.