TCC2024

CISTO DERMOIDE CEREBRAL: CAUSA RARA DE EPILEPSIA ESTRUTURAL. UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Fernanda Pereira Guimarães; Mariana Medeiros Araujo; Mariana Rocha Brito Almeida; Rebeca Serrenho de Souza Gonçalves
Orientador(es)
Mauro Luiz da Costa Araujo Junior
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
28 de abril de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Cisto dermoide. Tumores encefálicos. Epilepsia.

Resumo

Introdução: Os cistos dermoides são tumores benignos raros que representam menos de 1% dos tumores intracranianos, podendo cursar com epilepsia. Objetivo: Delinear as características clínicas e epidemiológicas mais recorrentes relacionadas aos cistos dermoides intracranianos, tendo como motivador a revisão sistemática. Metodologia: Procedeu-se à pesquisa bibliográfica extensa e sistemática a partir das plataformas Pubmed e LILACS nos últimos 10 anos, seguindo critérios de inclusão e exclusão pré-definidos. Já a análise estatística concretizou-se através da tabulação dos dados dos relatos de caso e posterior interpretação de resultados pelo programa Excel. Revisão de literatura: Cistos dermoides são lesões congênitas que tendem a apresentar pouca ou nenhuma sintomatologia, sendo considerados, muitas vezes, achado incidental. Resultados: 36 artigos foram usados nesta pesquisa, dos quais 31 serviram de base para a análise estatística. Observou-se: 51,61% dos casos no sexo feminino; idade média de 41 anos (desvio padrão ± 17); 91,18% dos cistos localizados em região supratentorial; cefaleia como sintoma mais frequente (28%), seguida por crise epiléptica (12%), sendo a ressecção total o tratamento prevalente (61,29%). Discussão: Foram debatidas as características epidemiológicas e clínicas, de forma que os artigos divergiram acerca da prevalência de sexo; a idade média pode ter sido influenciada pelo recorte de idade do estudo; a estatística sobre a localização contrapôs a literatura, já que esta aponta a localização infratentorial como mais comum; tanto as estatísticas acerca da sintomatologia, quanto as do tratamento concordaram com a literatura. Conclusão: Cistos dermoides são raros, apresentando clínica neurológica pouco específica e variados diagnósticos diferenciais. A neuroimagem é grande aliada no diagnóstico dessa lesão, porém o diagnóstico de certeza dá-se pela histopatologia, sendo, frequentemente, a ressecção total o tratamento de escolha. Contudo, por ser entidade incomum, com estudos robustos restritos, são necessárias pesquisas futuras para aprofundar o conhecimento acerca das peculiaridades dos cistos dermoides cerebrais.