CISTO ÓSSEO TRAUMÁTICO: EXPLORAÇÃO CIRÚRGICA X TRATAMENTO CONSERVADOR
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Resumo
O cisto ósseo traumático (COT) é uma lesão não neoplásica, sem revestimento epitelial contendo uma fina camada de tecido conjuntivo categorizando-o como um pseudocisto (cisto não verdadeiro). O seu primeiro relato da história foi em ossos longos do corpo em 1876 e na cavidade oral foi em 1929 e desde então traumas foram associados à sua ocorrência. É diagnosticado através de exames radiográficos de rotina, pois geralmente não apresenta sintomatologia, tendo corriqueiramente como diagnóstico diferencial o ceratocisto e o cisto radicular pela sua localização. O local de maior manifestação é na mandíbula, tendo maior ocorrência na região posterior, podendo ser uniloculares, multiloculares, unilateral ou bilateral. Radiograficamente apresenta-se com aspecto recortado contornado as raízes dos dentes envolvidos e geralmente a lâmina dura é preservada. O meio de tratamento mais utilizado pelos especialistas é a exploração cirúrgica, porém há estudiosos que comprovam que o método conservador apresenta resoluções de forma espontânea. A utilização de proteínas ricas em plasma e plaquetas também foram empregadas. Foi realizada uma revisão de literatura onde os trabalhos científicos abordaram contexto histórico, diferentes formas de tratamento do cisto ósseo traumático com relatos de casos descritos pelos autores contendo suas características clínicas e radiográficas, formas de apresentação, epidemiologia, e demais aspectos.