TCC2025

COINFECÇÕES E DANOS NÃO INFECCIOSOS EM PACIENTE VIVENDO COM HIV E REFRATÁRIO AO TRATAMENTO: UM RELATO DE CASO

Dados do documento

Autor(es)
Catharina Barros Barreto
Orientador(es)
Derick Mendes Bandeira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
04 de fevereiro de 2026
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
HIV. Coinfecções. Relato de caso.

Resumo

Introdução: Pessoas imunodeficientes tornam-se mais vulneráveis a infecções oportunistas e neoplasias, pois o HIV compromete linfócitos TCD4+ e TCD8+, reduzindo a capacidade de defesa do organismo. Nesse contexto, o presente estudo visa trazer o relato de um paciente imunodeficiente pela infecção pelo HIV, com amplo histórico de infecções sexualmente transmissíveis, além do desenvolvimento de quadro tumoral, destacando a importância do tratamento com antirretroviral para reversão do quadro. Metodologia: Foram analisados o prontuário médico e exames laboratoriais do paciente, além de entrevista com questionário estruturado para levantamento de dados sociodemográficos e comportamentais para construção do relato. Além disso, realizaram-se buscas bibliográficas nas bases PubMed, Google Acadêmico, Scielo, Unimontes Científica e no Ministério da Saúde (Gov.br), abrangendo publicações de 2005 a 2025 para discutir o caso. Relato Do Caso: O paciente, homem bissexual, apresentou durante anos múltiplas ISTs, incluindo herpes genital, sífilis e HPV, além de um carcinoma basocelular. Apesar desses episódios, o teste para HIV somente foi solicitado após o desenvolvimento de neurotoxoplasmose grave, com sequelas neurológicas. Após iniciar a TARV pelo SUS, houve recuperação importante dos níveis de TCD4+ e controle da carga viral, embora fatores emocionais, socioeconômicos e dificuldades de adesão tenham influenciado seu percurso clínico. Discussão: Esse caso evidencia como o diagnóstico tardio do HIV permanece como um desafio a ser vencido no Brasil. A baixa adesão ao tratamento também causa impactos tanto ao paciente quanto ao sistema de saúde, uma vez que permite o surgimento de doenças oportunistas levando a quadros graves. A resistência do paciente ao tratamento é fortemente influenciada por sofrimento emocional, estigma, queda socioeconômica e falta de suporte. Por outro lado, quando a terapia é realizada de forma contínua, ocorre recuperação imunológica significativa. Portanto, a eficácia da TARV depende, entre outras coisas, da garantia de acesso e exige uma abordagem humanizada e multidisciplinar, focada na integralidade do cuidado ao paciente. Conclusão: A adesão contínua ao tratamento antirretroviral é essencial para a recuperação imunológica e prevenção de complicações graves, mesmo quando iniciada em estágios extremamente avançados de imunodepressão. Além disso, o estudo também destacou a importância de uma abordagem integral, que inclui suporte psicossocial e diagnóstico oportuno para melhorar o prognóstico de pessoas vivendo com HIV.