COMPARAÇÃO DO DESEMPENHO DE ACADÊMICO DE ENFERMAGEM ANTES E APÓS TREINAMENTO TEÓRICO/PRÁTICO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Dados do documento
Resumo
avaliar o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre o suporte básico de vida antes e após retreinamento teórico/prático. Objetivos específicos: descrever o perfil dos acadêmicos submetidos ao treinamento de Suporte Básico de Vida, aplicar pré-teste para diagnóstico dos acadêmicos de enfermagem, realizar um treinamento teórico/prático ao acadêmico de enfermagem para a realização do suporte BLS e aplicando um pré-teste e pós-teste para os acadêmicos de enfermagem que receberam o treinamento sobre BLS. Método: trata-se de um estudo de intervenção, quantitativo, descritivo e exploratório, realizado com acadêmicos de Enfermagem. O estudo faz parte do projeto de pesquisa intitulado “Ensinagem em Atenção” e contempla o objetivo desenvolver atividades de Ensino em Enfermagem através de ações de educação em serviço e atividades pedagógicas em todos os contextos em que estejam inseridos. Utilizou-se instrumentos para a coleta de dados, tendo como referência as diretrizes da AHA. Empregou-se, para a organização dos resultados das questões objetivas e da pesquisa sociodemográfica, a estatísticas descritiva das variáveis, e, apresentaram-se os resultados em tabelas e quadros. Resultados: revela-se que, dos 23 acadêmicos avaliados, 91,3% eram do gênero feminino e a média de idades foi de 25,56 anos; 82,6% não atuam como profissionais de saúde; 95,65% afirmam ser a primeira graduação; 91,3% compareceram a aula de suporte básico de vida na faculdade; 73,9% relata que não realizou treinamento de BLS fora da faculdade; quando abordado o tema em sala de aula 65,2% não se sentiu preparado ou confiante para atuar em uma situação de PCR, o motivo mais apontado foi a falta de aulas práticas. Discussão: A análise revela características iniciais dos participantes, como predominância feminina e faixa etária entre 22 e 25 anos, destacando a diversidade de interesses no curso. No pré-teste, alguns participantes demonstraram lacunas no conhecimento da cadeia de sobrevivência em Parada Cardiorrespiratória (PCR). Após o treinamento, houve melhoria no entendimento, mas com uma piora em uma questão específica. A falta de experiência profissional prévia e a percepção de falta de preparo foram observadas entre os acadêmicos. O treinamento mostrou eficácia em melhorar o conhecimento teórico, mas observou-se variações na eficácia das manobras de RCP, enfatizando a importância do treinamento prático. Limitações incluem o tamanho da amostra e a ausência de um grupo de controle, sugerindo a implementação de treinamentos regulares e avaliações mais abrangentes no futuro. Em suma, o estudo contribui para entender o impacto do treinamento em suporte básico de vida no desempenho de acadêmicos de enfermagem, enfatizando a prática consistente e a adesão a diretrizes para uma preparação eficaz em emergências. Conclusão: Concluímos com esse estudo que a preparação dos acadêmicos em Suporte Básico de Vida e, em particular, em cenários de Parada Cardiorrespiratória (PCR), revelou uma lacuna significativa nas habilidades e confiança dos participantes para intervir em situações de emergência. A análise dos dados mostrou que a maioria dos acadêmicos carece de confiança e se sente despreparada para lidar com PCR, mesmo após receberem treinamento prático.