TCC2022

COMPLEXIDADES DO PERÍODO PERIOPERATÓRIO NA NEUROCIRURGIA PEDIÁTRICA

Dados do documento

Autor(es)
Glenda Alessa Mendes
Orientador(es)
Larissa Mirelle de Oliveira Pereira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2022
Data de publicação
25 de julho de 2024
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Neurocirurgia. Pediatria. Perioperatório. Hidrocefalia. Traumatismo.

Resumo

O período perioperatório consiste no período desde a indicação por parte do médico de realizar a cirurgia, até que o paciente faça o último retorno a unidade hospitalar, após a alta. A maioria dos pacientes encaminhados a um neurocirurgião pediátrico já tem um diagnóstico de base. O aumento da complexidade e a melhoria dos cuidados de assistência e monitoração de crianças submetidas a procedimentos neurocirúrgicos têm sido marcantes nos últimos anos. Devido a importância do assunto, o objetivo do presente trabalho foi analisar a complexidade do período perioperatório na neurocirurgia pediátrica. Os esforços implicados nesta pesquisa voltaram-se para um estudo qualitativo, do tipo revisão narrativa da literatura. A seleção de textos para este trabalho incluiu pesquisa em bases eletrônicas de dados e busca manual por citações nas publicações selecionadas. A pesquisa bibliográfica foi inicialmente realizada no Portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e uma vez selecionados os textos quanto ao tipo de estudo e o assunto principal, os artigos ficaram restritos aosbanco de dados da Scielo, LILACS e PubMed. O período de abrangência para a busca foi estabelecido entre 2018 e 2022. Para realizar a busca foi utilizado o operador booleano AND. Encontrou-se um total de 344referências relacionadas aos procedimentos neurocirúrgicos pediátricos, dos quais 18 foramselecionadas para esta revisão. Apesar de saber que as mal formações cranianas e espinhais são frequentes na neurocirurgia pediátrica, optou-se por hidrocefalia e trauma por maior preferência da autora. Foi possível verificar que o desenvolvimento da neuroimagem aliado ao refinamento dos instrumentos cirúrgicos, como melhor ampliação e visualização do campo cirúrgico com microscópios cirúrgicos e fontes de luz mais potentes, seguido da introdução do aspirador ultrassônico, anestésico e monitoramento neurofisiológico intraoperatório, deu condições ao neurocirurgião para um manejo cirúrgico muito mais seguro desses tumores. Conclui-se que aneurocirurgia pediátrica requer cuidados especiais, baseado em detalhes, que compreendem o pré, intra e pós-operatório. Esforços devem ser feitos para padronizar estas ações no serviço e constituir uma prática diária e intuitiva, natural para todos envolvidos no tratamento.