TCC2025

COMPLICAÇÕES OBSTÉTRICAS EM GESTANTES COM IDADE MATERNA AVANÇADA

Dados do documento

Autor(es)
Bárbara Teixeira de Almeida; Jaqueline do Nascimento Silva
Orientador(es)
Douglas Roberto Guimarães Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
15 de dezembro de 2025
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Gestação tardia. Idade materna avançada. Complicações obstétricas.

Resumo

A gestação em idade materna avançada, definida a partir dos 35 anos, tem se tornado cada vez mais frequente, impulsionada por fatores sociais, econômicos e culturais, como a busca por estabilidade profissional. No entanto, esse adiamento da maternidade está associado a um aumento do risco de complicações obstétricas, como hipertensão gestacional, diabetes, parto prematuro e maior incidência de cesarianas, especialmente após os 40 anos. Objetivo: Analisar as principais complicações obstétricas relacionadas à gestação em mulheres com 35 anos ou mais, comparar com as gestações em mulheres mais jovens e verificar a existência de diretrizes específicas para a assistência a esse grupo. Metodologia: Realizou-se uma revisão bibliográfica descritiva e qualitativa, por meio da análise de artigos científicos publicados entre 2000 e 2023 nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. Foram priorizados estudos completos com elevado nível de evidência que abordassem complicações obstétricas associadas à idade materna avançada. Resultados: As evidências apontam que gestantes com 35 anos ou mais apresentam maior risco de hipertensão, diabetes gestacional, parto prematuro e indicação de cesariana, muitas vezes sem justificativa clínica absoluta. Há divergência na literatura quanto à melhor via de parto, e nota-se a ausência de diretrizes padronizadas voltadas a esse grupo. Considerações finais: A gestação em idade materna avançada demanda acompanhamento pré-natal individualizado e intensificado, dada a maior propensão a desfechos maternos e fetais adversos. A carência de protocolos específicos destaca a necessidade de investimentos em políticas públicas e estratégias clínicas que visem à redução de riscos e à melhoria da qualidade da assistência obstétrica para essa população.