COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS EM COLECISTECTOMIAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
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Resumo
A colecistectomia, procedimento cirúrgico para remoção da vesícula biliar, é amplamente realizada em todo o mundo, especialmente na sua forma videolaparoscópica, considerada padrão-ouro. No entanto, apesar dos avanços técnicos, complicações pós-operatórias ainda são frequentes e impactam diretamente na morbimortalidade dos pacientes. Este Trabalho de Conclusão de Curso teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura, entre os anos de 2019 e 2024, para identificar as principais complicações pós-operatórias da colecistectomia, correlacionando-as a fatores clínicos e técnicos. A metodologia adotada seguiu os princípios da Prática Baseada em Evidência (PBE), utilizando bases como LILACS, SciELO, MEDLINE e CINAHL. Após triagem e aplicação dos critérios de inclusão, 12 artigos compuseram a amostra final. Os achados apontam complicações como infecção, sangramento, lesão de ducto biliar e vazamentos biliares, sendo estas influenciadas por fatores como sexo masculino, idade avançada, comorbidades e tempo de intervenção. A técnica laparoscópica mostrou menores taxas de morbidade geral, especialmente quando realizada precocemente (até 72h). Por outro lado, a abordagem aberta ainda se mostra necessária em contextos clínicos específicos. Estudos também indicaram que a intervenção precoce reduz complicações e custos hospitalares. Conclui-se que a avaliação pré-operatória criteriosa e a escolha adequada da técnica cirúrgica são fundamentais para a redução das complicações. Há necessidade de mais estudos prospectivos que avaliem desfechos em populações específicas e a longo prazo, incluindo qualidade de vida e custo-efetividade.