TCC2025

COMPLICAÇÕES VASCULARES ASSOCIADOS AO USO DE ÁCIDO HIALURÔNICO COMO PREENCHEDOR DÉRMICO

Dados do documento

Autor(es)
Carolina Marla Rodrigues; Jullia Eduarda Oliveira Ladeira
Orientador(es)
Larissa Mirelle de Oliveira Pereira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
30 de junho de 2025
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Ácido hialurônico. Complicações vasculares. Procedimentos estéticos. Glabela.

Resumo

O ácido hialurônico é amplamente utilizado como preenchedor dérmico em procedimentos estéticos minimamente invasivos. Apesar de seu perfil de segurança, complicações vasculares graves, embora raras, podem ocorrer. Portanto, o principal objetivo deste trabalho é investigaras principais complicações vasculares associadas ao uso de ácido hialurônico. Este trabalho trata-se de uma revisão sistemática com metanálise baseada na literatura científica atual sobre o tema presente em bases de dados, com ênfase nos mecanismos fisiopatológicos e variáveis encontradas na ocorrência dessas complicações. Em uma amostra de 22 bibliografias, foram obtidos 82 casos que variavam desde hematomas até isquemia cerebral. Foi encontrada uma associação positiva entre a aplicação de ácido hialurônico na glabela e nariz com a incidência de complicações (p =0,002) e entre complicações graves e a região da glabela (OR = 3,83 e p-value= 0,049). As complicações vasculares incluem oclusão arterial, isquemia tecidual e necrose, com risco adicional de cegueira quando há envolvimento da artéria oftálmica. Os sintomas podem surgir imediatamente ou em poucas horas após a aplicação. O diagnóstico precoce, baseado em sinais clínicos como dor intensa, livedo reticular e palidez, é essencial para o sucesso do tratamento. A hialuronidase é o principal agente terapêutico, devendo ser administrada precocemente. Portanto, o conhecimento anatômico, a técnica adequada e a pronta identificação dos sinais clínicos são fundamentais para reduzir o risco de complicações vasculares associadas ao uso de ácido hialurônico. Protocolos bem estabelecidos de manejo emergencial são essenciais para preservar a viabilidade tecidual e prevenir sequelas permanentes.