Dissertações2013

CONDUTAS DOS PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA QUANTO A PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA SÍFILIS CONGÊNITA.

Dados do documento

Autor(es)
Sammia Valeska Ferreira Memoria
Orientador(es)
Carmen Viana Ramos
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2013
Data de publicação
18 de junho de 2015
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Estratégia saúde da família. Condutas na Prática dos Médicos. Sífilis Congênita.

Resumo

A sífilis congênita (SC) ainda é considerada um importante problema de saúde pública apesar de ser uma doença de fácil diagnóstico e totalmente evitável quando o tratamento da gestante e de seu parceiro é realizado de forma adequada. A pesquisa apresenta como objeto de estudo as condutas dos profissionais de saúde da estratégia Saúde da Família (ESF) no que tange à prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis congênita durante o pré-natal e acompanhamento do recém-nascido conforme diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde - MS. O objetivo do estudo foi analisar as condutas dos profissionais da ESF que atuam na consulta pré-natal e no acompanhamento da criança quanto à prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da criança com SC. Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo realizado em um município do Estado do Piauí, com 60 profissionais (35 enfermeiros e 25 médicos) que atuavam na ESF. A coleta deu-se por um questionário semiestruturado com três partes: a primeira abordou questões sobre a caracterização sociodemográfica e formação dos profissionais de saúde. Na segunda, questões relacionadas ao conhecimento dos profissionais sobre a sífilis na gestação (diagnóstico e tratamento) e a terceira relativa ao conhecimento sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da SC. Os dados foram processados no Microsoft Excel 2010 com base estatística de frequências absolutas e percentuais. Os resultados demonstraram que a maioria (56,5%) não recebeu qualquer treinamento sobre a SC. Quanto ao treinamento para sífilis na gestação, 31% afirmou não ter feito e 11% não informou. Dentre os que fizeram o treinamento, 15% participou há mais de 2 anos. A maioria (92%) solicita o VDRL (Venereal Disease Research Laboratories) no pré-natal (1º e 3º trimestre). Quanto ao tratamento da sífilis durante a gestação, somente 27% utiliza o esquema da 3ª série, conforme recomendação do MS. Para os participantes do estudo a prevenção da SC é feita através da solicitação do VDRL (23%), pré-natal (37%), relação sexual segura (22,5%) e tratamento do parceiro (17%). Quanto ao tratamento para SC 16,5% considerou o VDRL como forma de tratamento e 83,5% a penicilina benzatina. Foram citadas dificuldades no acompanhamento dos pacientes com sífilis tais como: a marcação de exames (20%), a falta de capacitação (15,5%), a ausência de medicamentos (7,5%), a não realização de exames na UBS (61,5%), a não colaboração da mãe (50%) e do parceiro (16,7%). Constata-se um despreparo dos profissionais no que tange às condutas de prevenção, diagnóstico e tratamento da SC, provavelmente relacionada à insuficiente qualificação recebida. Há necessidade de melhor formação para lidar com a SC através de programas destinados à capacitação continuada dos profissionais da ESF, visto a necessidade de uma atualização constante quanto às ações cotidianas desenvolvidas acerca da sífilis congênita. Além disso, outras medidas como a realização de um monitoramento das ações e elaboração de protocolos contribuiriam para redirecionar as condutas, segundo preconizado pelo Ministério da Saúde.