TCC2019

CONFEITARIA PARQUE: UM ESPACO HEDONISTA MULTISSENSORIAL

Dados do documento

Autor(es)
Amanda Rigueti
Orientador(es)
Rafael Taraves
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2019
Data de publicação
28 de abril de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Confeitaria. Hedonista. Multissensorial.

Resumo

O chef brasileiro Luiz Farias define a confeitaria como a “arte e medida” da gastronomia, que se preocupa muito com a decoração e apresentação, texturas, cores e aromas diferentes, resultando em diversas sensações. O termo "confection" apresenta o significado de algo que é confeccionado com cuidado e habilidade. Os primeiros registros dos doces na história vêm de povos antigos. No século XIV, o sabor doce era proveniente das frutas e dos produtos de confeitaria, como os descritos por Cícero, que afirma ter experimentado na Sicília um “Tubus Fann”, significando tubos deliciosos de massa fina, muito doces, recheados com leite, conhecidos como cannolo siciliano. (CASIMIRO, 2015) Porém, apenas por volta do ano 900 d.C., com a chegada das especiarias, surgiram novas oportunidades e descobertas na esfera dos doces. A prática da confeitaria se desenvolveu e evoluiu com as expedições para o Oriente, que possibilitaram a importação de ingredientes como o açúcar, o cacau, o arroz, a canela, a noz-moscada e o cravo-da-índia (CASIMIRO, 2015). No Brasil, a confeitaria se desenvolveu a partir da vinda dos colonizadores portugueses. Com isso, a prática dos doces foi inicialmente adaptada e reinventada para os ingredientes e o clima local, resultando em delícias brasileiras como o quindim e o bolo de mandioca. Também foi essencial devido à abundância de matéria-prima disponível para a produção. A influência não veio apenas de Portugal; com o fim da escravidão no final do século XIX, surgiram novas oportunidades de vida, trazendo consigo culturas e costumes diversos, incluindo as influências da França e da Itália, além da contribuição dos indígenas e africanos, enriquecendo assim a culinária brasileira.