TCC2023

CONHECIMENTO DE GESTANTES E PUÉRPERAS DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NA CIDADE DE MARABÁ-PA SOBRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Dados do documento

Autor(es)
Lauro Soares de Macedo Neto; Luanne Monteiro de Castro Vilela Freitas; Natállia Macêdo Borges Ranna; Rochele Fontinele da Silva
Orientador(es)
Caroline Lima Garcia
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
06 de maio de 2024
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Marabá
Palavras-chave
Violência obstétrica. Gestantes. Puérperas. Unidade Básica de Saúde na gravidez.

Resumo

Introdução: A violência obstétrica (VO) é caracterizada como a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis. De acordo com o Dossiê da Violência Obstétrica: “Parirás com dor” (2012), a VO são “todos aqueles atos praticados contra a mulher no exercício de sua saúde sexual e reprodutiva, podendo ser cometidos por profissionais de saúde, servidores públicos e privados, bem como civis”. Objetivo: Identificar o nível de conhecimento de gestantes e puérperas da unidade básica de saúde Hiroshi Matsuda na cidade de Marabá-PA sobre violência obstétrica. Métodos: Este estudo foi realizado por meio de uma pesquisa de campo com abordagens quantitativa e qualitativa, de caráter exploratório e descritivo. A coleta de dados foi realizada através de um formulário semiestruturado, de forma individual, nos dias, horário e datas marcadas. Resultados: Da amostra de 64 gestantes e puérperas entrevistadas, 60,94% já ouviram falar de VO, principalmente, através das redes sociais (66,67%), no entanto ao serem questionadas subjetivamente notou-se uma grande incoerência conceitual nos relatos, pois uma grande maioria apresentou desconhecimento completo ou respostas leigas sobre o termo. Ademais, foi evidenciado que apenas 15% reconheceram ter vivenciado VO, porém ao fazer perguntas mais específicas sobre o tempo, constou-se que 84,6% da amostra já vivenciou pelo menos um tipo de VO e não souberam identificar. Também foi apurado que 23% das entrevistadas conhecem alguma mulher que sofre VO. Por fim, 34,38% já ouviram falar de plano de parto, todavia diante das respostas subjetivas, foram encontradas divergências em relação ao conhecimento correto sobre a ferramenta e seus benefícios. Considerações finais: Evidencia-se, portanto, que o termo violência obstétrica é pouco compreendido pelas gestantes e pelas puérperas. Assim, fazem-se necessárias novas pesquisas sobre o tema, tipificação em lei para punição de tais práticas, bem como a disseminação de informações dos subtipos de VO, de como evitar e de como denunciar, visando à garantia do bem estar e segurança das mulheres.