CONHECIMENTO DE GESTANTES E PUÉRPERAS DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NA CIDADE DE MARABÁ-PA SOBRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Dados do documento
Resumo
Introdução: A violência obstétrica (VO) é caracterizada como a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis. De acordo com o Dossiê da Violência Obstétrica: “Parirás com dor” (2012), a VO são “todos aqueles atos praticados contra a mulher no exercício de sua saúde sexual e reprodutiva, podendo ser cometidos por profissionais de saúde, servidores públicos e privados, bem como civis”. Objetivo: Identificar o nível de conhecimento de gestantes e puérperas da unidade básica de saúde Hiroshi Matsuda na cidade de Marabá-PA sobre violência obstétrica. Métodos: Este estudo foi realizado por meio de uma pesquisa de campo com abordagens quantitativa e qualitativa, de caráter exploratório e descritivo. A coleta de dados foi realizada através de um formulário semiestruturado, de forma individual, nos dias, horário e datas marcadas. Resultados: Da amostra de 64 gestantes e puérperas entrevistadas, 60,94% já ouviram falar de VO, principalmente, através das redes sociais (66,67%), no entanto ao serem questionadas subjetivamente notou-se uma grande incoerência conceitual nos relatos, pois uma grande maioria apresentou desconhecimento completo ou respostas leigas sobre o termo. Ademais, foi evidenciado que apenas 15% reconheceram ter vivenciado VO, porém ao fazer perguntas mais específicas sobre o tempo, constou-se que 84,6% da amostra já vivenciou pelo menos um tipo de VO e não souberam identificar. Também foi apurado que 23% das entrevistadas conhecem alguma mulher que sofre VO. Por fim, 34,38% já ouviram falar de plano de parto, todavia diante das respostas subjetivas, foram encontradas divergências em relação ao conhecimento correto sobre a ferramenta e seus benefícios. Considerações finais: Evidencia-se, portanto, que o termo violência obstétrica é pouco compreendido pelas gestantes e pelas puérperas. Assim, fazem-se necessárias novas pesquisas sobre o tema, tipificação em lei para punição de tais práticas, bem como a disseminação de informações dos subtipos de VO, de como evitar e de como denunciar, visando à garantia do bem estar e segurança das mulheres.