Dissertações2013

CONHECIMENTO DE PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA SOBRE A VACINAÇÃO INFANTIL.

Dados do documento

Autor(es)
Isabela Bastos Jácome de Souza
Orientador(es)
Eliana Campêlo Lago
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2013
Data de publicação
05 de dezembro de 2013
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Saúde da Família. Conhecimento. Formação profissional. Vacinação.

Resumo

A vacinação é uma ação importante para toda a população mundial, especialmente para as crianças de um ano, pois dos recursos preventivos existentes, trata-se do mais eficaz na proteção individual e coletiva. A literatura aponta que os municípios com grande cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) possuem menores taxas de mortalidade infantil pós-neonatal. Deste modo, as ações desenvolvidas na ESF possuem um papel extremamente relevante na vacinação das crianças de um ano de vida. O estudo propôs como objetivo principal avaliar o conhecimento de profissionais da Estratégia Saúde da Família sobre o calendário vacinal no primeiro ano de vida e como objetivos específicos caracterizar os profissionais do estudo quanto à categoria profissional, especialização, tempo de formação, tempo de experiência na ESF e capacitação sobre vacinação; identificar o conhecimento dos profissionais do estudo sobre as contraindicações e adiamentos da vacinação no 1º ano de vida; investigar associação entre a classificação do conhecimento dos profissionais com a categoria profissional. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de natureza quantitativa realizada por meio de questionários, com 33 médicos e 50 enfermeiros que atuam na Estratégia Saúde da Família em na microrregião sul do Piauí. Os dados foram processados no software SPSS versão 19.0 e analisados com auxilia de testes estatísticos do Qui- quadrado e o teste Exato de Fisher. A população do estudo constituiu-se de 83, dentre os quais predominou a categoria de enfermeiros (60,2%) sendo 65,1% do sexo feminino, com média de idade de 36,0 anos com variação de 20 a 79. O tempo de formação variou de 01 a 52 anos, com média de 6,9 anos trabalhados na ESF. 68,7% possuíam especialização, dentre as quais Saúde da Família mostrou-se com maior porcentagem (32,5%). Com relação à capacitação para atuar em sala de vacina, 62,5% afirmou não ter recebido treinamento. Referentes ao conhecimento sobre as vacinas do calendário infantil do primeiro ano a maioria dos profissionais da ESF respondeu corretamente as vacinas dos seis, doze e quinze meses, sendo o maior percentual de acerto na vacinação dos nove meses (83,3%). Na associação do conhecimento das vacinas do primeiro ano com a categoria profissional, verificou-se associação estatisticamente significativa para o enfermeiro nas seguintes idades: ao nascer, dois meses, três meses, quatro meses, cinco meses, seis meses, nove meses e dose meses. Quando foram investigados os motivos para o adiamento de vacinação, apenas 7,2% conheciam os motivos, dentre os citados foram prematuridade (66,7%) e uso de corticoide independente da dose com 49,2%. Em relação aos motivos de contraindicações às vacinas, somente 13,3% respondeu corretamente, dentre os quais destacaram-se o choque anafilático (71,6%), episódio choque hipotônico hiporresponsivo (60,8%) e convulsões febris (56,8%) Na classificação do conhecimento das duas categorias profissionais (Enfermeiros/Médicos), verificou-se associação estatisticamente significativa para o enfermeiro. O conhecimento dos enfermeiros foi classificado como regular com 74,1%, já para a categoria de médicos, inadequado, com 53,6%. Este estudo aponta para a necessidade de capacitar os profissionais responsáveis pelas imunizações na ESF, no sentido de assegura os benefícios e qualidade da imunização as crianças de um ano.