Dissertações2021

CONHECIMENTO DE PROFISSIONAIS DE ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA SOBRE A ANEMIA FALCIFORME.

Dados do documento

Autor(es)
Laise Maria Formiga Moura Barroso
Orientador(es)
Telma Maria Evangelista de Araújo
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2021
Data de publicação
15 de junho de 2021
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Saúde da Família. Anemia falciforme. Conhecimento.

Resumo

A anemia falciforme é uma das enfermidades mais antigas da humanidade, decorrente de uma mutação genética ocorrida principalmente em pessoas do continente africano. A imigração forçada em consequência do escravismo trouxe o gene a todo território brasileiro. A doença é hereditária, incurável e de alta morbidade e mortalidade. Avaliar o conhecimento dos profissionais médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) sobre a anemia falciforme. Trata-se de estudo de abordagem quantitativa, descritiva do tipo transversal, realizado em uma microrregião de saúde do Piauí. Participaram do estudo o universo de médicos e enfermeiros que compõem as equipes da Estratégia Saúde da Família (n=104). As variáveis estudadas relacionaram-se às características sociodemográficas da população do estudo; à profissão e ao conhecimento sobre a anemia falciforme. Os dados foram coletados por meio de um questionário no período de março a maio de 2012, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da NOVAFAPI, CAAE nº 0379.0.043.000-11. Posteriormente, foram digitados com a utilização do Statistical Package for the Social Science e realizada análise descritiva e inferencial das variáveis numéricas. A maioria dos profissionais foi constituída pelo sexo feminino (61,5%), com especialização (85,6%) e apresentam experiência de menos de cinco anos na Estratégia Saúde da Família (34,6%). Parte dos médicos (29,8%) dispõe de conhecimento adequado sobre a anemia falciforme e 54,6% têm conhecimento regular sobre a doença, enquanto mais da metade dos enfermeiros (54,4%) possuem o conhecimento inadequado. Os resultados apresentados apontam para a necessidade de educação permanente dos profissionais da rede de atenção básica, visto que ela se constitui na principal porta de acesso dos usuários.