Dissertações2018

CONHECIMENTO DOS GRADUANDOS DE ENFERMAGEM SOBRE DROGAS: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL.

Dados do documento

Autor(es)
Fernanda Matos Fernandes Castelo Branco
Orientador(es)
Claudete Ferreira de Souza Monteiro
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2018
Data de publicação
27 de fevereiro de 2013
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Enfermagem. Formação de recursos humanos. Estudantes de enfermagem. Drogas.

Resumo

O processo de formação acadêmica inicial dos profissionais da enfermagem deve compreender o ser humano de forma holística e ser capaz de detectar fatores de risco que levem ao adoecimento. Dentre estes se destaca o consumo de substâncias, tendo em vista o aumento e surgimento de novas drogas, novas abordagens e políticas de saúde que precisam ser discutida durante a formação profissional de forma sistemática e atualizada. Deste modo, o objeto de investigação foi o conhecimento dos graduandos de enfermagem sobre drogas e os objetivos do estudo foram: caracterizar sociodemograficamente os sujeitos em estudo, descrever o conhecimento sobre drogas e as formas de atuação da Enfermagem junto aos usuários, familiares e comunidade em geral que vivenciam a problemática e elaborar um material educativo a partir do conhecimento dos sujeitos sobre drogas. É uma investigação de natureza qualitativa que se valeu a estratégia metodológica da pesquisa-ação. O Cenário do estudo foi o Centro Universitário e contou com a participação de 25 graduandos de enfermagem. A produção dos dados nesta investigação se deu por meio de reuniões e seminários, nos quais foram utilizadas as seguintes dinâmicas: “brainstorming”, “recorte e colagem” e dinâmica denominada “dentro e fora do coração”. Os resultados emergentes das falas e nas produções artísticas das dinâmicas elaboradas nos seminários temáticos evidenciaram que o conhecimento dos graduados de enfermagem sobre drogas é empírico e generalista, construído a partir de informações oriundas da mídia ou próprias do senso comum, desprovido de bases científicas e afastado das atuais políticas públicas que abordam esta problemática de saúde no país. Diante, desta constatação mostra-se imperativa a inclusão de forma sistemática e curricular desta temática na graduação, o que permitirá a constituição de habilidades para o autocuidado e ferramentas para uma adequada atuação profissional dos futuros enfermeiros junto a clientelas acometidas pelo uso de substâncias psicoativas, tais como o crack.