Dissertações2014

CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMARIA SOBRE O ATENDIMENTO INICIAL AO PACIENTE QUEIMADO.

Dados do documento

Autor(es)
Fabrício de Oliveira Viana
Orientador(es)
Carmen Viana Ramos
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2014
Data de publicação
22 de outubro de 2018
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Conhecimento. Atenção Primária à Saúde.

Resumo

Introdução: Queimaduras são traumas potencialmente fatais. Por vezes, as vítimas têm seu primeiro atendimento em Unidades Básicas de Saúde. Assim, o conhecimento dos profissionais médicos e enfermeiros da Atenção Primária (AP) sobre o atendimento inicial ao queimado configura-se como peça fundamental na redução do agravamento do quadro e risco de vida. Objetivos: Avaliar o nível de conhecimento dos profissionais médicos e enfermeiros da AP sobre atendimento inicial ao paciente queimado; Caracterizar os participantes da pesquisa em relação aos indicadores sociodemográficos e à sua formação profissional; Investigar o nível de conhecimento e sua associação com o perfil profissional em relação ao fluxograma para o atendimento com classificação de risco / vulnerabilidade para pacientes queimados do Ministério da Saúde (MS); Avaliar a associação entre o nível de conhecimento desses profissionais e os indicadores sociodemográficos; Elaborar um álbum seriado que auxilie na avaliação e tratamento de pacientes queimados voltados para os profissionais da AP. Métodos: Estudo transversal com profissionais médicos e enfermeiros da AP de um município. Para a coleta de dados, utilizou-se questionários estruturados validados, diferentes e específicos para cada grupo de profissionais. Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística (teste qui-quadrado; coeficiente de correlação de Spearman’s; teste de Mann-Whitney; análise de regressão logística). O nível de significância em todos os testes foi de 5% (p <0,05). Para a elaboração do álbum seriado, fez-se a seleção de fontes bibliográficas do MS sobre o tema. Posteriormente, seguiu-se a elaboração dos textos e montagem do mesmo com atenção a linguagem, layout e ilustrações. Resultados: Participaram do estudo 71 profissionais, dos quais 49,30% possuíam 42 anos ou menos, com predominância do sexo feminino (92,96%). Quanto à formação profissional, 66,20% eram enfermeiros e 40,84% foram graduados há mais de 20 anos. A maior parte dos entrevistados (83,09%) possuía pelo menos uma pós-graduação. Acima de 59% dos pesquisados apresentam mais de 10 anos de experiência na AP. A forma de ingresso na AP foi, predominantemente, via concurso público (81,69%). Observamos, no grupo dos médicos, um índice geral de desconhecimento de 40,27% e, no grupo dos enfermeiros de 45,59%. Não houve diferença estatística entre esses dois grupos quanto ao nível de conhecimento sobre queimaduras (p=0,27). Embora mais médicos (29,17%) conhecessem o fluxograma para atendimento inicial ao queimado na AP do Ministério da Saúde do que os enfermeiros (14,89%), tal diferença não teve significado estatístico (p=0,15). O modelo de regressão logística estimado indicou que a única variável que diferenciou os grupos que possuíam mais conhecimento daqueles com menor conhecimento foi tempo de experiência na AP (quanto mais anos na AP maior o número de acertos ao questionário, (p=0,04). A falta de conhecimentos assumiu valores maiores que 50% por médicos e enfermeiros nos temas fisiopatologia e cuidados locais. Conclusão: Diante dos resultados faz-se necessário ações voltadas para aumentar o nível de conhecimento dos profissionais médicos e enfermeiros da AP nesse tema. Com esse fim, elaborou-se um álbum seriado visando facilitar o atendimento inicial ao paciente queimado na AP.