CONHECIMENTO E PRÁTICA DE PROFISSIONAIS SOBRE CONSERVAÇÃO DE VACINAS
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Resumo
A vacinação ocupa, indubitavelmente, um lugar de destaque entre os instrumentos de política de saúde pública. Para que os imunobiológicos possam agir de forma eficaz é preciso que, além de serem manipulados com segurança, os profissionais que administram as vacinas tenham conhecimentos e práticas adequadas. O estudo objetivou avaliar o conhecimento e as práticas adotadas para conservação de imunobiológicos pelos profissionais nas salas de vacina da rede de saúde pública na Região do Vale do Sambito, no Piauí. Trata-se de um estudo descritivo com delineamento transversal, desenvolvido nos 14 municípios que compõem a região do Vale do Sambito _ PI, com 29 sujeitos, dos quais 25 auxiliares ou técnicos de enfermagem e 4 enfermeiros. Os dados foram coletados no período de setembro a outubro de 2012, por meio da aplicação de formulário, observação não participante e análise documental. Posteriormente foram digitados com a utilização do aplicativo Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 18.0. Análises univariadas e bivariadas foram realizadas. O teste de Kruskal-wallis foi utilizado para observar as variáveis com três categorias e o de Mann Whitney para aquelas que possuíam duas categorias. A significância estatística foi fixada em p ≤ 0,05, com intervalo de confiança de 95%. Verificou-se que nas 23 salas de vacinas visitadas a maioria dos profissionais que executavam a rotina de vacinação tinham formação de técnico ou auxiliar de enfermagem (86,2%). No tocante ao recebimento de treinamento em sala de vacina, 93,1% acenaram positivamente e apenas 6,9% (técnicos de enfermagem) afirmaram nunca ter participado de treinamento. Quanto às condições de conservação e limpeza, em 21 (72,4%) salas observou-se situação satisfatória, sendo que em 41,4% a limpeza geral era realizada somente uma vez por mês e apenas 24,1% faziam quinzenalmente. Quando questionados sobre a organização interna dos refrigeradores, a maioria respondeu corretamente. A maior parte dos profissionais (69%) apresentou conhecimento “Regular”. Percentual significativo (24,1%) apresentou conhecimento “Inadequado”. A prática da expressiva maioria dos investigados foi classificada como “Inadequada”. Aqueles que apresentaram conhecimento “Inadequado” apresentavam maior tempo de formado (17,4 anos) e um maior tempo de sala de vacina (7 anos). Aqueles que apresentaram Prática “Inadequada” tinham maior tempo de formado (12,3 anos). Em contrapartida, aqueles que tinham maior tempo de trabalho em sala de vacina (8,3 anos) eram os que apresentavam prática classificada como “Regular”. Os resultados mostram a importância de investir na capacitação desses profissionais, uma vez que o conhecimento e a prática não foram considerados satisfatórios, o que põe em risco a eficácia dos imunobiológicos e a população possa fazer uso de uma rede pública de saúde de qualidade.