Dissertações2021

CONHECIMENTO SOBRE ALEITAMENTO MATERNO E ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR DOS PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.

Dados do documento

Autor(es)
Ana Elisa Ramos
Orientador(es)
Carmen Viana Ramos
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2021
Data de publicação
27 de junho de 2021
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Estratégia saúde da família. Aleitamento materno. Alimentação complementar. Conhecimento dos profissionais.

Resumo

O aleitamento materno (AM) e a alimentação complementar (AC) adequada até os dois primeiros anos de vida é essencial, visto que esse é um período caracterizado por rápido crescimento, desenvolvimento e formação dos hábitos alimentares que podem permanecer ao longo da vida. Este estudo teve como objetivos: analisar o nível de conhecimento a partir da prática em aleitamento materno e alimentação complementar saudável dos profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) em um município do Piauí; caracterizar a população estudada segundo os indicadores sociodemográficos e formação profissional; verificar associação entre o nível de conhecimento dos profissionais de saúde com as variáveis sociodemográficas e de formação; elaborar uma cartilha de orientações sobre o aleitamento materno e alimentação complementar saudável para os profissionais de saúde. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, com delineamento transversal e abordagem quantitativa, realizada com 168 profissionais da ESF, no período de junho a setembro de 2016. Na coleta de dados foi utilizado um questionário semi-estruturado sobre o AM e AC. Foram utilizados como critérios para classificação do nível de conhecimento: conhecimento bom, percentual de acertos entre 80% e 100%, regular, entre 50% e 79,9% e ruim abaixo de 50%. Os dados foram processados no software Action Stat, versão 3.0.2. Para a comparação entre as médias de nível de conhecimento, utilizou-se o teste ANOVA one-way com post hoc de Tukey. Para verificar a existência de relação entre as variáveis foi aplicado o teste do qui-quadrado ou o teste exato de Fisher. Os dados foram ainda analisados por meio do coeficiente de contingência C para o estudo da associação do nível de conhecimento e as variáveis sociodemográficas e de formação profissional. Para todos os testes estatísticos foram fixados α = 0,05, o nível para rejeição de nulidade entre as associações. Os resultados demonstraram que a maioria dos profissionais obtiveram melhor desempenho nas questões sobre AM e pior desempenho quanto ao AC. Houve associação positiva entre nível de conhecimento dos profissionais em AM e a escolaridade (p = 0,04), profissão (p = 0,05) e se presta assistência em AM junto as mães lactantes (p = 0,04). De acordo com os valores de coeficiente de contingência C, essas três variáveis apresentaram associação moderada (0,1 a 0,3) com o desempenho dos participantes do estudo. Com relação ao nível de conhecimento em AC dos profissionais de saúde, conforme o CC, a variável escolaridade apresentou forte associação (CC ≥ 0,3) com alto nível de significância estatística (p <0,01) A variável se presta assistência em AC junto as mães lactantes, obteve associação moderada (p = 0,04). Deve-se destacar que os profissionais de saúde precisam melhorar os conhecimentos em AC, que refletirão na mudança dos hábitos alimentares, influenciando na qualidade de vida da população. Conclui-se que há necessidade de se viabilizar cursos, treinamentos e capacitações sobre o AM e principalmente sobre a AC, que qualifiquem os profissionais de saúde que prestam assistência a mulher e a criança. Foi elaborada uma cartilha de orientações sobre AM e AC para os profissionais da ESF.