CONHECIMENTO SOBRE ALEITAMENTO MATERNO E ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR DOS PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.
Dados do documento
Resumo
O aleitamento materno (AM) e a alimentação complementar (AC) adequada até os dois primeiros anos de vida é essencial, visto que esse é um período caracterizado por rápido crescimento, desenvolvimento e formação dos hábitos alimentares que podem permanecer ao longo da vida. Este estudo teve como objetivos: analisar o nível de conhecimento a partir da prática em aleitamento materno e alimentação complementar saudável dos profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) em um município do Piauí; caracterizar a população estudada segundo os indicadores sociodemográficos e formação profissional; verificar associação entre o nível de conhecimento dos profissionais de saúde com as variáveis sociodemográficas e de formação; elaborar uma cartilha de orientações sobre o aleitamento materno e alimentação complementar saudável para os profissionais de saúde. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, com delineamento transversal e abordagem quantitativa, realizada com 168 profissionais da ESF, no período de junho a setembro de 2016. Na coleta de dados foi utilizado um questionário semi-estruturado sobre o AM e AC. Foram utilizados como critérios para classificação do nível de conhecimento: conhecimento bom, percentual de acertos entre 80% e 100%, regular, entre 50% e 79,9% e ruim abaixo de 50%. Os dados foram processados no software Action Stat, versão 3.0.2. Para a comparação entre as médias de nível de conhecimento, utilizou-se o teste ANOVA one-way com post hoc de Tukey. Para verificar a existência de relação entre as variáveis foi aplicado o teste do qui-quadrado ou o teste exato de Fisher. Os dados foram ainda analisados por meio do coeficiente de contingência C para o estudo da associação do nível de conhecimento e as variáveis sociodemográficas e de formação profissional. Para todos os testes estatísticos foram fixados α = 0,05, o nível para rejeição de nulidade entre as associações. Os resultados demonstraram que a maioria dos profissionais obtiveram melhor desempenho nas questões sobre AM e pior desempenho quanto ao AC. Houve associação positiva entre nível de conhecimento dos profissionais em AM e a escolaridade (p = 0,04), profissão (p = 0,05) e se presta assistência em AM junto as mães lactantes (p = 0,04). De acordo com os valores de coeficiente de contingência C, essas três variáveis apresentaram associação moderada (0,1 a 0,3) com o desempenho dos participantes do estudo. Com relação ao nível de conhecimento em AC dos profissionais de saúde, conforme o CC, a variável escolaridade apresentou forte associação (CC ≥ 0,3) com alto nível de significância estatística (p <0,01) A variável se presta assistência em AC junto as mães lactantes, obteve associação moderada (p = 0,04). Deve-se destacar que os profissionais de saúde precisam melhorar os conhecimentos em AC, que refletirão na mudança dos hábitos alimentares, influenciando na qualidade de vida da população. Conclui-se que há necessidade de se viabilizar cursos, treinamentos e capacitações sobre o AM e principalmente sobre a AC, que qualifiquem os profissionais de saúde que prestam assistência a mulher e a criança. Foi elaborada uma cartilha de orientações sobre AM e AC para os profissionais da ESF.