TCC2025

CONSUMO DE FÁRMACOS ESTIMULANTES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL POR ACADÊMICOS DE MEDICINA NO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Ozarlan Michel Pereira de Oliveira; Allany Thaysa Cavalcanti; Ailton Breno Marques Castro
Orientador(es)
Pro. José Ferreira de Sousa Netto
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
04 de julho de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Garanhuns
Palavras-chave
Estudantes de medicina. Estimulantes do sistema nervoso central. Preparações farmacêuticas. Automedicação. Uso de medicamentos.

Resumo

A pressão acadêmica e as exigências do curso de medicina no Brasil têm levado muitos estudantes a recorrerem ao uso de medicamentos estimulantes do sistema nervoso central, como metilfenidato e lisdexanfetamina, na busca por melhorias no desempenho cognitivo. Este estudo teve como objetivo investigar o consumo desses medicamentos entre acadêmicos de medicina, analisando padrões de uso, efeitos adversos, potencial de abuso e implicações para a saúde. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, utilizando dados de bases acadêmicas como PubMed, SciELOe Acervo Index Base, com uma seleção de 9 artigos. Os resultados indicaram que o consumo de psicoestimulantes é motivado principalmente pela busca por maior concentração e resistência à fadiga, com efeitos adversos frequentemente subestimados pelos estudantes, incluindo insônia, ansiedade e aumento da dependência. O estudo também apontou que a progressão no curso e a sobrecarga acadêmica são fatores que intensificam o uso dessas substâncias. Conclui-se que, apesar da popularização do uso de estimulantes, seus efeitos adversos e riscos para a saúde mental e física são frequentemente desconsiderados. A pesquisa reforça a necessidade de intervenções institucionais, como suporte psicológico e estratégias alternativas para lidar com o estresse, visando minimizar os impactos negativos do uso de medicamentos estimulantes e promover o bem-estar dos estudantes.