TCC2021

CORRELAÇÃO ENTRE A ALTERAÇÃO DA MICROBIOTA GASTRINTESTINAL COM O SURGIMENTO E COMPLICAÇÕES NA DOENÇA DE PARKINSON: PAPEL DE CITOCINAS INFLAMATÓRIAS NO EIXOBIDIRECIONAL INTESTINO-CÉREBRO

Dados do documento

Autor(es)
Pablo Cleber Sousa Lopes Sales; Almir Vieira de Sousa Neto; Lahuan Araújo Costa; Mikhail de Morais Veras da Fonseca
Orientador(es)
Luan Kelves Miranda de Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
16 de dezembro de 2021
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Doença de Parkinson. Inflamação. Citocinas. Microbiota. Neurodegeneração.

Resumo

Os seres humanos desenvolveram uma relação simbiótica com sua microbiota intestinal,
uma comunidade microbiana complexa composta de bactérias, archaea, protistas e
vírus, incluindo bacteriófagos. O sistema nervoso entérico (SNE) é uma porta de entrada
para a comunicação bidirecional entre o cérebro e o intestino, principalmente através do
nervo vago (VN). Portanto, a exposição ambiental desempenha um papel fundamental
tanto na composição quanto na funcionalidade do microbioma intestinal, e pode
contribuir para a suscetibilidade a distúrbios neurodegenerativos, como a doença de
Parkinson (DP). Trata-se de uma revisão sistemática de literatura onde foram utilizadas
as bases de dados PUBMED, Scielo e MEDLINE, usando os descritores presentes nos
Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): doença de Parkinson, citocinas, microbiota e
trato gastrintestinal. Pode-se mencionar que a característica neuropatológica da DP é a
aparência generalizada de agregados de alfa-sinucleína (α-Syn) nos sistemas nervoso
central e periférico, incluindo o SNE. Muitos estudos sugerem que as toxinas intestinais
podem induzir a formação de agregados α-Syn no SNE, que pode então ser transmitidos
para o SNC através do VN. A DP está fortemente associada ao envelhecimento e seus
efeitos negativos nos mecanismos homeostáticos que protegem da inflamação, do
estresse oxidativo e do mau funcionamento proteico. Dessa forma, o referido estudo
pretende realizar, a partir de análises das citocinas inflamatórias e da microbiota
intestinal, como uma disbiose pode contribuir no surgimento ou complicações da DP,
promovendo uma correlação de manifestações clínico-laboratoriais e prognósticos, bem
como descrever os principais mecanismos causais que ainda são poucos
compreendidos.