TCC2025

CREATINA COMO ADJUVANTE NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: UMA REVISÃO NARRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Deivson Espíndula Torres Júnior
Orientador(es)
Flávia Maria Ribeiro Vital
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
29 de junho de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Itaperuna

Resumo

O Transtorno Depressivo Maior é uma condição de saúde global com alta prevalência, mas o tratamento convencional, baseado em hipóteses monoaminérgicas, frequentemente apresenta limitações, especialmente em casos de resistência. A crescente evidência de que a depressão envolve disfunções na bioenergética cerebral e alterações nos níveis de creatina pré-frontal levanta uma importante dúvida clínica: a creatina monohidratada pode ser um adjuvante eficaz para potencializar a resposta clínica em pacientes com depressão? Este estudo buscou avaliar a eficácia e segurança da creatina como aumento ao tratamento padrão para o Transtorno Depressivo Maior. A metodologia consistiu em uma revisão narrativa de Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) que compararam o uso de creatina versus placebo em adultos diagnosticados com depressão. Foram incluídos ECRs que abordassem a creatina associada ao tratamento medicamentoso ou psicoterapia, e foram excluídos estudos do tipo cross-over e cluster, além de publicações incompletas. A estratégia de busca utilizou as bases de dados PubMed, Cochrane Library e Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), combinando os termos controlados e livres "Depression", "Creatine" e "randomized controlled trial". A busca inicial resultou em mais de mil estudos, dos quais cinco foram incluídos na revisão. Os resultados demonstraram que a suplementação de creatina, em doses que variaram de dois a dez gramas por dia, acelerou e potencializou a resposta antidepressiva, sendo este efeito observado já nas primeiras semanas de tratamento. Adicionalmente, estudos de neuroimagem confirmaram que a creatina atingiu o alvo metabólico cerebral, com o aumento da fosfocreatina no lobo frontal correlacionando-se inversamente com a gravidade dos sintomas depressivos. Em conclusão, os resultados sugerem que a creatina monohidratada é um adjuvante seguro e eficaz no tratamento da depressão, atuando na otimização da bioenergética neuronal e oferecendo uma nova perspectiva para pacientes que buscam uma resposta terapêutica mais rápida e robusta.