CUIDADOS PALIATIVOS: ESTIGMA MASCULINO NO LIDAR COM A DOR
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Resumo
Introdução: A dor dentro da contextualização de gêneros, feminino e masculino, no que tange os cuidados paliativos na oncologia é avaliada na sua subjetividade, o que por vezes deixam passar desapercebidas cuidados que poderiam aliviar tal infortuno. Tudo isso por não receber um olhar holístico de acordo com o gênero ao qual se esta lidando, visto que o homem no seu interior estigmatizado por vezes não transpare sua queixa e perpação a lidar com sua doença de forma mais sofrida. Nesse ínterim retratar a dor no contexto de gênero, a priore saúde do homem, é contribuir para a construção de políticas públicas cada vez mais holísticas, singulares e humanizadas, as quais em sua visão enxergam o homem como um ser rodeado de tabus e expectativas do seu gênero. No tratamento da dor, os cuidados paliativos são fundamentais para conduzir o alívio e outros sintomas que podem estar causando desconforto ou sofrimento ao paciente. Objetivo: analisar o estigma masculino no lidar com a dor nos cuidados paliativos, contribuindo assim, para a edificação de uma assistência mais significativa e personalizada para este público. Método: trata-se de uma revisão inregrativa de estudos múltiplos, com utilizaçãoda estratégia PICo para construção da pergunta norteadora. Já em relação a elegibilidade dos estudos, banco de dados e estratégias de busca optou-se por aplicar-se os critérios de inclusão e exclusão, utilizando o fluxograma por critérios Preferred reporting items for systematic reviews and meta-analyses (PRISMA). As bases de pesquisa foram Pubmed, Scielo e Google Scholar, com busca a partir dos descritores controlados e não-controlados do Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), e para efetuar a pesquisa “insert” utilizou-se operador boleano “and”. Resultados e Discussões: foi detectada relativa escassez de trabalhos de rigor científico que abordavam esta temática, o que refletiu em limitações na coleta de dados, obstando na generalização desse artigo. Todavia inferiu-se com os poucos achados que os avanços naeficácia do tratamento proporcionou aos homens conviver com os sintomas oncológicos por longos períodos contando com a assistência adequada no manejo de dores complexas, fadiga, depressão, ansiedade e crise existencial. Conclusão: o presente artigo concentra sua relevância na medida em que suplementa a comunidade acadêmica a cerca desta temática tão pouca abordada. Sendo importante lembrar que cada paciente é único e pode responder de forma diferente aos diferentes tratamentos para a dor. Por isso, os cuidados paliativos na dor devem ser personalizados e adaptados às necessidades individuais do paciente, enfocar a singularidade do homem não nos leva, necessariamente, a perda da dimensão relacional que a expressão gênero indica.