TCC2020

DEPRESSÃO PÓS-PARTO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIAL

Dados do documento

Autor(es)
Beatriz Teixeira da Silva Marinho; Giulia Cristina de Oliveira Fonseca
Orientador(es)
Bruno Eduardo M. Nunes
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2020
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Depressão pós-parto. Depressão puerperal. Psicologia. Fatores de risco. Fatores de proteção.

Resumo

Introdução: A depressão pós-parto é considerada um transtorno depressivo maior que atinge mulheres no puerpério e até um ano após o nascimento do bebê, sendo um problema de saúde pública, historicamente negligenciado e pouco discutido. Objetivos: Realizar análise psicológica da depressão puerperal, direcionar para a falha na atenção primária, pontuar suas características, identificar desafios, e propor transformações na abordagem. Métodos: Foi realizada uma revisão não sistemática da literatura utilizando como base artigos das plataformas Scielo, PubMed, UptoDate e Science Direct, entre os anos de 2000 a 2020. Discussão: Foram selecionados 26 artigos entre os 21.151 periódicos encontrados na literatura com critério de inclusão de até 20 anos de publicação e com linha de raciocínio direcionada aos subtítulos abordados no referencial teórico do presente estudo, sendo excluídos aqueles com baixo grau de relevância e contemplação. Os achados apontaram como principais dificuldades, o reconhecimento ainda recente da gravidez como um período de maior suscetibilidade aos problemas psicológicos e à depressão em particular, causador de impacto significativo sobre a díade mãe-bebê. A partir da identificação de fatores de risco, da difusão do conhecimento quanto à vulnerabilidade biológica para os transtornos de humor durante este período, um número crescente de estudos têm explorado meios de preveni-la. Já no que se refere à terapêutica, resultados de estudos preliminares sobre a terapia interpessoal, terapia cognitivo comportamental e o uso de antidepressivos, indicam algum benefício desses. Conclusões: Buscou-se apresentar os fatores de risco, de prevalência e de proteção para assim atentar-se ao subdiagnóstico, conseguir realizar um diagnóstico precoce além de prevenir a DPP. Quanto ao tratamento devido à baixa diversidade de estudos, segue sendo um tema controverso, sendo a abordagem psicológica defendida como o principal instrumento profilático.