DEPRESSÃO PÓS-PARTO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIAL
Dados do documento
Resumo
Introdução: A depressão pós-parto é considerada um transtorno depressivo maior que atinge mulheres no puerpério e até um ano após o nascimento do bebê, sendo um problema de saúde pública, historicamente negligenciado e pouco discutido. Objetivos: Realizar análise psicológica da depressão puerperal, direcionar para a falha na atenção primária, pontuar suas características, identificar desafios, e propor transformações na abordagem. Métodos: Foi realizada uma revisão não sistemática da literatura utilizando como base artigos das plataformas Scielo, PubMed, UptoDate e Science Direct, entre os anos de 2000 a 2020. Discussão: Foram selecionados 26 artigos entre os 21.151 periódicos encontrados na literatura com critério de inclusão de até 20 anos de publicação e com linha de raciocínio direcionada aos subtítulos abordados no referencial teórico do presente estudo, sendo excluídos aqueles com baixo grau de relevância e contemplação. Os achados apontaram como principais dificuldades, o reconhecimento ainda recente da gravidez como um período de maior suscetibilidade aos problemas psicológicos e à depressão em particular, causador de impacto significativo sobre a díade mãe-bebê. A partir da identificação de fatores de risco, da difusão do conhecimento quanto à vulnerabilidade biológica para os transtornos de humor durante este período, um número crescente de estudos têm explorado meios de preveni-la. Já no que se refere à terapêutica, resultados de estudos preliminares sobre a terapia interpessoal, terapia cognitivo comportamental e o uso de antidepressivos, indicam algum benefício desses. Conclusões: Buscou-se apresentar os fatores de risco, de prevalência e de proteção para assim atentar-se ao subdiagnóstico, conseguir realizar um diagnóstico precoce além de prevenir a DPP. Quanto ao tratamento devido à baixa diversidade de estudos, segue sendo um tema controverso, sendo a abordagem psicológica defendida como o principal instrumento profilático.