TCC2017

DESCONSTRUINDO O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: UMA ANÁLISE DA REALIDADE CRIMINAL BRASILEIRA

Dados do documento

Autor(es)
Ricardo Santos Gonçalves
Orientador(es)
Ciro Di Benatti Galvão
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2017
Data de publicação
17 de julho de 2024
Nome do curso
Direito
Palavras-chave
Insignificância. Pena. Inimigo.

Resumo

Este artigo tem como objetivo demonstrar que a aplicação do princípio da insignificância, em especial nos crimes contra o patrimônio, não é uma medida adequada para a situação de criminalidade existente em nosso país, pois além de não possuir previsão legal, contribui para o aumento da sensação de impunidade na sociedade brasileira. Iremos tratar sobre a origem das penas e qual é sua função em uma sociedade, abordaremos também o polêmico direito penal do inimigo, apresentado por Jakobs (2005, p. 21-50), falaremos sobre o princípio da intervenção mínima, iremos abordar o sistema prisional brasileiro falido e apresentar sugestões, demonstraremos a teoria da janela quebrada e por fim apresentaremos nosso posicionamento contrário ao princípio da insignificância.Diante disso, o trabalho tem como fonte principal de informações sobre o assunto abordado o acervo bibliográfico e as obras que contribuíram de forma significativa para abordagem do tema foram a dissertação de mestrado “A terceira velocidade do direito penal: o Direito Penal do Inimigo”, de autoria de Alexandre Rocha Almeida de Moraes, a obra “Dos delitos e das penas” de Cesare Beccaria, a polêmica obra “Direito penal do inimigo: noções e críticas” de autoria conjunta de Günther Jakobs e Manuel Cancio Meliá e o artigo cientifico “O princípio da insignificância e a exclusão de tipicidade” da autora Júlia Aragão de Moraes. Pelo presente estudo podemos concluir que o princípio da insignificância não precisa ser aplicado, pois não possui previsão legal e temos no ordenamento jurídico outras alternativas para aplicação das penas.